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Trump reitera apoio a políticas de Macri na Argentina

17/05/2018 20h12

Washington, 17 mai (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou nesta quinta-feira seu apoio ao presidente da Argentina, Mauricio Macri, e a "visão para transformar a economia" da Argentina, dias depois de o Executivo em Buenos Aires solicitar apoio ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para superar as turbulências financeiras que atravessa.

"Grande conversa com o meu amigo o presidente Mauricio Macri da Argentina esta semana. Ele está fazendo um bom trabalho para a Argentina. Apoio sua visão para transformar a economia do seu país e libertar seu potencial!", disse ele no Twitter.

Trump ligou para Macri na segunda-feira passada "para reforçar a sólida associação entre os Estados Unidos e a Argentina", conforme um comunicado da Casa Branca.

"O presidente Trump expressou seu firme apoio aos esforços do presidente Macri para transformar a economia da Argentina, e os dois líderes destacaram a necessidade de manter o impulso contra o regime na Venezuela", acrescentou a nota.

Hoje, o FMI mostrou confiança sobre o governo argentino administrar "com destreza" os problemas financeiros vividos e afirmou que o programa de apoio financeiro pedido pelo Executivo em Buenos Aires não incluirá uma meta de taxa de câmbio.

"As autoridades argentinas trataram com habilidade alguns dos temas que surgiram (...) e temos confiança que administrarão a situação com destreza", afirmou Gerry Rice, porta-voz do FMI, em entrevista coletiva.

Rice afirmou que a instituição dirigida por Christine Lagarde está "totalmente de acordo com o que Macri disse. É um programa que pertence inteiramente à Argentina. O FMI tem o papel de apoiar as prioridades argentinas".

No início de semana, o Fundo indicou que quer chegar a um "rápido acordo" com a Argentina para que possa enfrentar a crise pela abrupta desvalorização do peso através de um "Stand by (SBA)", de "elevado acesso".

Há duas semanas, e no meio da progressiva valorização do dólar, o governo argentino se viu obrigado a injetar confiança nos mercados e desceu a meta de déficit fiscal de 3,2% para 2,7% em 2018, e a elevava a taxa de juros do Banco Central ao 40%, o que não deteve a queda do peso e levou o país a solicitar apoio financeiro ao FMI. EFE

rg-afs/cdr

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