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Pedro Parente pede demissão da presidência da Petrobras

01/06/2018 12h29

São Paulo, 1 jun (EFE).- O presidente da Petrobras, Pedro Parente, apresentou sua demissão nesta sexta-feira, dias depois do final da greve de caminhoneiros que paralisou o Brasil para protestar contra os elevados preços do combustível.

A companhia informou em comunicado ao mercado que a nomeação de um presidente interino será analisada pelo Conselho de Administração da empresa, ressaltando que os demais componentes da direção executiva não serão alterados.

Parente foi o centro das críticas pela política de preços instaurada na empresa, que foi o foco dos protestos dos caminhoneiros que deixaram o país à beira do colapso.

A greve dos caminhoneiros foi suscitada pelos contínuos e fortes aumentos do preço do combustível, que o governo finalmente decidiu reduzir e congelar até o final do ano, por meio de subsídios que custarão R$ 9,5 bilhões ao Estado.

A Petrobras colaborou com esse corte de preços com uma redução de 10% do valor que recebe pelo diesel durante 30 dias, o que pôs em dúvida tanta a independência da empresa como sua firmeza na defesa da sua política de preços.

A política da empresa foi questionada tanto pelos caminhoneiros como pelos trabalhadores petroleiros, que ontem encerram uma greve iniciada na quarta-feira para pedir a redução do preço dos combustíveis e exigir a demissão de Parente.

Parente havia assumido a presidência da Petrobras no dia 1º de junho de 2016, em substituição de Aldemir Bendine.

Meses depois da sua chegada ao poder, a companhia começou a ajustar os preços do combustível diariamente, com base na oscilação internacional, o que provocou uma escalada do diesel nos últimos meses devido às turbulências externas e à forte desvalorização do real.

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