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Trump fará "o necessário" para ter um comércio "justo" com o mundo

La Malbaie (Canadá), 9 jun (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu neste sábado na Cúpula do G7, no Canadá, que seu país fará "o necessário" para que tenha relações comerciais "justas" com outras nações.

Trump acrescentou que os dias nos quais os outros países têm se aproveitado comercialmente dos Estados Unidos "acabaram".

O presidente americano manteve uma entrevista coletiva na sede da cúpula, na cidade canadense de La Malbaie, pouco antes de deixar a reunião para se dirigir diretamente para Cingapura, onde realizará um encontro com o líder norte-coreano, Kim Jong-um, em 12 de junho.

Sobre esse encontro, Trump afirmou que levará apenas "um minuto" para saber se o líder norte-coreano quer negociar seriamente com os EUA.

Ao ser perguntado sobre como saberá disso tão rapidamente, Trump respondeu que porque ele é assim, e garantiu que não perderá tempo com o líder norte-coreano se achar que não está sendo honesto.

Sobre o campo comercial, que Trump admitiu que se transformou no principal tópico de discussão da Cúpula do G7 em La Malbaie, o presidente americano insistiu que os Estados Unidos estão sendo tratados injustamente "por todo o mundo" e que vai acabar com essa situação.

Trump ameaçou que os Estados Unidos deixarão de fazer comércio com os países que mantiverem tarifas sobre as exportações de seu país, especialmente no setor agrícola, e afirmou que lançou a ideia de eliminar "todas as barreiras, todas as tarifas e todos os subsídios".

Para Trump, "é muito injusto" para os agricultores americanos que outros países como Canadá e Índia imponham elevadas tarifas aos seus produtos.

O líder americano também voltou a repetir que seria bom que a Rússia fosse reincorporada ao G7 e comentou que alguns dos presentes na cúpula "gostaram da ideia".

Trump afirmou que não fala com Putin "há muito tempo" e justificou sua proposta porque a reincorporação de Moscou ao grupo "seria bom para o mundo, para a Rússia, para os Estados Unidos e para os países do G7".

Trump não quis discutir as razões pelas quais a Rússia foi expulsa do grupo em 2014, concretamente a anexação do território ucraniano da Crimeia, e jogou a culpa em seu antecessor, Barack Obama, por "permitir" que isso ocorresse e assinalou que teria feito as coisas de forma "muito diferente".

O presidente americano argumentou que a invasão e a anexação tinham ocorrido "há algum tempo" e que o G8 (G7 mais a Rússia) "tem mais sentido" que o G7.

Finalmente, Trump tachou como "fake news" (notícias falsas) uma pergunta da emissora "CNN" sobre as tensas relações que ele mantém com os outros líderes do G7, especialmente Angela Merkel, Emmanuel Macron e Justin Trudeau.

"Isso é 'fake news'" respondeu Trump, que também garantiu que o seu nível de relação com os outros líderes é de "10 para 10", mas reconheceu que mantém diferenças em matéria de política comercial.

Trump culpou seus antecessores pelo déficit comercial que os EUA mantêm com outros países mas afirmou: "vamos resolver isso".

"A União Europeia é brutal com os EUA em tarifas. Eles sabem disso e sorriem para mim quando eu digo. Nem eles acreditam que conseguiram isso. Mas acabou. Temos um déficit de US$ 100 bilhões com o México e isso não inclui todas as drogas que estão chegando porque não temos um muro", acrescentou o chefe de Estado americano.

"Mas isso vai mudar. Não há outra opção. Se não mudar, não vamos fazer comércio com eles", concluiu Trump.

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