ipca
0,45 Out.2018
selic
6,5 31.Out.2018
Topo

Expectativas de empresários argentinos caem em meio a crise econômica

06/09/2018 19h59

Buenos Aires, 6 set (EFE).- Quase seis de cada dez empresários na Argentina acham a rentabilidade de suas empresas será igual ou menor em 2019, uma percepção que expressa a desconfiança do setor com a situação complexa da economia local.

A pesquisa realizada pela consultoria EY entre executivos de mais de cem empresas na Argentina mostra que 20% deles esperam um menor faturamento no próximo ano. Outros 36% acreditam que não haverá mudança no desempenho de suas empresas.

Os resultados mostram uma queda das expectativas do setor no próximo ano em relação às duas edições anteriores da pesquisa.

Uma descrença similar ocorre em relação à previsão de investimentos: 47% esperam não fazer mudanças no próximo ano. Além disso, 7% pretendem investir menos devido ao cenário econômico.

"As expectativas de crescimento de vendas e rentabilidade são as mais baixas dos últimos três anos", disse a EY Argentina em nota.

"Estamos atravessando uma conjuntura muito adversa. Até agosto, para sustentar os níveis de vendas, foi necessário sacrificar a rentabilidade", analisou o sócio do EY, Pablo de Gregorio.

"Em geral, o que surge da pesquisa é que 2018 não será um ano bom para as empresas", completou.

Os resultados, segundo a pesquisa, estão muito influenciados pela crise cambial sofrida pela Argentina nos últimos meses e que foi acompanhada pelos anúncios do governo, que promoverá um maior ajuste fiscal para o próximo ano e em um contexto de recessão da atividade econômica e alta da inflação.

Sobre que medidas elevariam a confiança na hora de decidir sobre os investimentos, os executivos consultados na pesquisa destacaram um acordo entre sindicatos, governo, além de leis de proteção aos investimentos e acordos internacionais.

Os executivos também gostariam que o governo simplificasse a tributação e obtivesse o apoio de órgãos internacionais para obter mais crédito para as empresas argentinas.

Mais Economia