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Trudeau diz que novo acordo comercial mantém principais pontos do Nafta

01/10/2018 15h33

Toronto, 1 out (EFE).- O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, afirmou nesta segunda-feira que o novo acordo comercial firmado com os Estados Unidos "preserva" os principais pontos do Tratado de Livre-Comércio da América do Norte (Nafta).

Em entrevista coletiva em Ottawa, Trudeau acrescentou que a modernização do Nafta, que agora se chamará Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA, na sigla em inglês), "não foi fácil".

"Ainda não chegamos ao final", indicou premiê canadense, que lembrou que o novo pacto tem que ser ratificado pelos três países.

Trudeau concedeu entrevista à imprensa junto com sua ministra das Relações Exteriores, Chrystia Freeland, que esteve à frente das negociações com EUA e México.

Tanto o primeiro-ministro canadense como Chrystia reconheceram que os 13 meses de negociações provocaram tensões com os países vizinhos.

Trudeau destacou que hoje que teve uma conversa por telefone "muito positiva" com o presidente dos EUA, Donald Trump, e que espera que as relações bilaterais voltem ao normal com o acordo.

O premiê e a ministra também negaram que o Canadá tenha sacrificado seu setor lácteo para conseguir o acordo.

O setor está fortemente protegido no país com um sistema de gestão da oferta para evitar que as exportações dos EUA prejudiquem os produtores canadenses, muitos deles presentes em Québec.

Trudeau afirmou que o Canadá compensará de forma "justa" seus produtores pelas perdas que sofrerem em consequência do acordo, e acrescentou que as negociações conseguiram garantir o sistema da gestão da oferta "para gerações futuras".

Por sua vez, Chrystia ressaltou que o novo acordo protege o Canadá "da ameaça de tarifas" no setor automotivo: "É uma vitória para os canadenses", concluiu.

A ministra também afirmou que o USMCA elimina o controverso capítulo 11 do NAFTA, que permitia às empresas estrangeiras processar os governos de EUA, Canadá e México se entendessem que são tratadas de forma diferente das empresas nacionais.

A eliminação do capítulo 11 do NAFTA foi uma reivindicação histórica das organizações de esquerda na América do Norte.

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