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López Obrador confirma suspensão de obras de novo aeroporto do México

29/10/2018 17h09

Cidade do México, 29 out (EFE).- O presidente eleito do México, Andrés Manuel López Obrador, confirmou nesta segunda-feira o cancelamento das obras do Novo Aeroporto Internacional do México (NAIM) após a vitória do "não" em um referendo e garantiu a empresários que manterá os contratos e investimentos comprometidos.

"A decisão é obedecer à vontade dos cidadãos. De modo que serão construídas duas pistas no aeroporto militar de Santa Lúcia, o atual aeroporto da Cidade do México será melhorado, e o aeroporto de Toluca reativado", afirmou em entrevista coletiva o também fundador do partido Movimento Regeneração Nacional (Morena).

O presidente eleito, que assumirá o cargo em 1º de dezembro, afirmou que será acatada a decisão tomada por 70% dos participantes da consulta popular - cerca de 700 mil pessoas -, mas que "os interesses das empresas e dos investidores" ficarão a salvo.

Do total de 1,09 milhão de votos, a maioria dos participantes preferiu continuar com o atual Aeroporto Internacional da Cidade do México (AICM), muito saturado, e combinar suas operações com o terminal aéreo de Toluca e o de Santa Lúcia, hoje militar.

Por outro lado, 29% dos votantes optaram por continuar com a construção do NAIM em Texcoco, com 20% das obras concluídas, e 1% anularam seus votos.

"Vamos resolver em pouco tempo a saturação do atual Aeroporto da Cidade do México", disse López Obrador, que explicou que o resultado do referendo - "racional, democrático e eficaz - permitirá ao governo economizar cerca de 100 bilhões de pesos mexicanos (R$ 18,9 bilhões).

Após confirmar que a consulta popular era vinculativa, o presidente eleito quis transmitir uma mensagem de calma à classe empresarial, que se mostrou contrária à realização do referendo.

"Desde que foi iniciada a análise sobre este assunto, deixamos claro que os interesses das empresas e dos investidores estão a salvo. Há fundos que respaldam os compromissos em contratos e em investimentos", declarou.

Além disso, López Obrador deu sua "palavra, autoridade moral e política" de que vai atender qualquer reivindicação de empresas.

"Esta decisão foi tomada com respeito absoluto ao Estado de Direito", acrescentou.