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Bolívia focará em fortalecer economia nacional após eleição de Bolsonaro

06/11/2018 22h05

La Paz, 6 nov (EFE).- O governo da Bolívia e os sindicatos que apoiam o presidente Evo Morales decidiram nesta terça-feira trabalhar para fortalecer a economia do país diante do giro à direita no Brasil, representado pela eleição de Jair Bolsonaro.

O assunto foi abordado em reunião em La Paz entre Morales e os principais dirigentes da Central Operária Boliviana (COB) e a Coordenadoria Nacional pela Mudança, que reúne organizações de camponeses, indígenas e operários afins ao governo.

O líder da COB, o minerador Juan Carlos Huarachi, explicou à imprensa que no encontro foi avaliado "o que foi acontecendo no Brasil", onde "agora há um novo presidente eleito conhecido como direitista".

Huarachi expressou a "preocupação" dos dirigentes sindicais sobre os possíveis efeitos que a eleição de Bolsonaro pode ter na política e na economia da Bolívia.

"Acreditamos que é importante fortalecer as nossas empresas, a nossa indústria, as empresas estratégicas do Estado e trabalhar em coordenação com a própria Confederação de Empresários Privados da Bolívia", argumentou o sindicalista ao enfatizar que a coordenação será necessária para "fortalecer as empresas e a economia do país".

Bolívia e Brasil compartilham uma fronteira de quase 3.500 quilômetros e o mercado brasileiro é o principal destino das exportações bolivianas, sobretudo pela venda de gás natural.

Após saber os resultados do segundo turno das eleições presidenciais do Brasil, Morales expressou a disposição de trabalhar com o novo governo brasileiro em assuntos de interesse para ambos os países, apesar de reconhecer as diferenças ideológicas em relação a Bolsonaro.

Em ato na região andina de Potosí, o governante boliviano afirmou nesta terça-feira que na reunião desta manhã alguns líderes sindicais expressaram preocupação porque "um direitista ganhou no Brasil" e se perguntaram: "O que fazemos agora?".

"Enquanto estivermos unidos, organizados, enquanto tivermos clareza ideológica e programática especialmente, não há por que ter medo", analisou Morales.

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