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Executivo da Nissan detido diz que salário de Ghosn foi bem administrado

24/11/2018 07h37

Tóquio, 24 nov (EFE).- Greg Kelly, executivo do grupo Nissan Motor detido junto ao ex-presidente da companhia Carlos Ghosn por suspeita de sonegação, defende que o salário do empresário foi "adequadamente" determinado e gerenciado, informou neste sábado a emissora japonesa "NHK".

Segundo Kelly, o salário de Ghosn, retirado da presidência do grupo na última quinta-feira, foi discutido com pessoas do departamento pertinente "e foi administrado adequadamente", nas primeiras declarações sobre o caso de um dos envolvidos desde a sua detenção, na segunda-feira.

"Não só seguia as ordens do ex-presidente, mas trabalhava pelo bem da companhia", teria dito o executivo em entrevistas da "NHK".

Kelly, de 62 anos, foi detido suspeito de estar envolvido em supostas vulnerações da legislação de instrumentos financeiros do Japão pelas quais Ghosn teria declarado remunerações "menores que os números reais" ao regulador da bolsa de Tóquio "durante muitos anos", segundo os poucos detalhes divulgados oficialmente.

No caso do ex-presidente da companhia "foram descobertos outros vários atos de má conduta", como o uso pessoal de bens da empresa, conforme relatado.

Através de fontes judiciais e empresariais, veículos de imprensa foram tendo acesso a dados que descrevem as supostas irregularidades.

Segundo as últimas informações, Ghosn teria sonegado 8 bilhões de ienes em salários (R$ 270 milhões) entre 2010 e 2017, não teria declarado lucro pela alta na bolsa de seus direitos de ações e teria utilizado fundos de Nissan destinados a investimentos em benefício próprio.