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Assessor de Trump diz que há "boas chances" de acordo comercial com a China

27/11/2018 18h36

Washington, 27 nov (EFE).- O assessor econômico do governo dos Estados Unidos, Larry Kudlow, disse nesta terça-feira que o presidente do país, Donald Trump, considera que há "boas chances" de chegar a um acordo comercial com o presidente da China, Xi Jinping, durante a reunião entre os dois neste fim de semana, em Buenos Aires, em paralelo à Cúpula de Líderes do G20.

"Na opinião dele (Trump), há boas chances que possamos chegar a um acordo. Ele está aberto a isso", disse Kudlow em entrevista coletiva realizada na Casa Branca.

Trump e Xi terão um "jantar de trabalho" acompanhados de suas respectivas equipes durante a visita à Argentina, de acordo com o governo americano, que não informou quando o encontro ocorrerá.

Segundo Kudlow, Trump exigirá que a China cumpra algumas condições para garantir que o comércio entre os dois países seja justo. "Por exemplo, devemos resolver os problemas do roubo de propriedade intelectual, de transferência forçada de tecnologia, e as barreiras alfandegárias e não alfandegárias", disse o assessor.

"O presidente provavelmente reiterará sua opinião. Queremos um mundo, idealmente, de zero tarifas, zero barreiras não alfandegárias e zero subsídios", completou Kudlow.

O assessor de Trump também elogiou o desempenho da economia americana e avaliou que o bom momento vivido pelo país servirá para que o presidente tenha uma melhor posição para negociar com Xi.

"A maioria dos observadores acredita que a China está em plena queda, enquanto os Estados Unidos chegam nesta cúpula em uma postura muito forte e sólida", argumentou o assessor da Casa Branca.

O otimismo de Kudlow contrasta com as declarações de Trump em entrevista divulgada hoje pelo jornal "The Wall Street Journal".

Trump afirmou ao jornal que é "muito improvável" que ele adie uma nova rodada de sobretaxas a produtos importados da China, como o governo de Xi quer enquanto os dois países negociam.

Em setembro, os EUA impuseram uma sobretaxa de 10% sobre US$ 200 bilhões em importações chinesas. E ameaçou taxar outros US$ 267 bilhões em produtos comprados do país asiático.

A China respondeu com medidas similares, sobretaxando mais de US$ 60 bilhões em importações americanas.