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Presidente da OPEP diz não entender saída do Catar e espera novos membros

04/12/2018 12h16

Viena, 4 dez (EFE).- O presidente rotativo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), Suhail bin Mohammed Faraj al Mazrouei, disse nesta terça-feira em Viena não entender, mas sim respeitar, a decisão do Catar de deixar o organismo, e se mostrou confiante quanto a outros países se unirem ao grupo em um futuro próximo.

"Não entendemos, mas respeitamos o direito soberano do Catar", disse Al Mazrouei a um grupo de jornalistas em Viena, onde a OPEP e os seus aliados (OPEP+) estudarão reduzir sua oferta de petróleo em reunião nesta quinta e sexta-feira.

O presidente reagiu assim ao anúncio de Doha de deixar a organização, à qual aderiu em 1961, um ano depois de ser fundada em Bagdá por Venezuela, Arábia Saudita, Irã, Iraque e Kuwait.

"É uma decisão que qualquer país pode tomar. É uma pena que eles saiam, mas não podemos forçá-los a ficar", comentou.

Al Mazrouei, ministro de Petróleo dos Emirados Árabes Unidos, um dos países que participam do bloqueio político e diplomático ao Catar imposto pela Arábia Saudita, disse não crer que a saída do parceiro da OPEP possa ter um impacto importante.

"Não acho que vai afetar a decisão (sobre a redução da oferta de petróleo) ou o nível de produção, dado que o bombeamento do Catar (cerca de 600 mil barris por dia) é pequeno, não é significante para a organização", disse.

Pelo contrário, se mostrou "otimista" em relação ao futuro e lembrou que nos últimos anos a organização recebeu novos parceiros, em alusão à entrada de países como Gana e Guiné Equatorial, e ao retorno do Gabão após anos de ausência.

"Estamos vendo um crescente número de países que querem se unir" à OPEP ou à OPEP+, disse Al Mazrouei.

O presidente disse que o importante é que será mantido o acordo de cooperação da OPEP com nove produtores, como a Rússia e o México, que até o final de 2016 eram concorrentes e desde então, após iniciarem um corte conjunto de provisões, formam uma aliança, a chamada OPEP+.

"Todo mundo aceita continuar nesta rota porque, após se unirem, descobriram que estamos equilibrando o mercado em benefício de consumidores e produtores", afirmou.

Por outro lado, reiterou que acredita que na reunião, da qual Catar participará pela última vez, será decidido reduzir a oferta conjunta de petróleo a fim de sustentar o preço do barril.

"Estamos vendo que há um requerimento de um ajuste", ressaltou Mazrouei, que acrescentou que se trata de "um ajuste para diminuir, não para aumentar".

"Qual será esse ajuste, e em qual nível é preciso fazê-lo, é o que será discutido e esperamos uma decisão", concluiu.

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