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E-mails confidenciais revelam como Facebook lidava com dados de usuários

05/12/2018 17h37

Londres, 5 dez (EFE).- Um comitê do parlamento do Reino Unido que investiga a propagação de notícias falsas divulgou nesta quarta-feira e-mails internos da direção do Facebook que revelam detalhes sobre a gestão de dados dos usuários por parte da empresa.

Entre os e-mails, inseridos em um relatório de cerca de 250, estão mensagens escritas pelo executivo-chefe do Facebook, Mark Zuckerberg, alguns deles ressaltados como "confidenciais".

O deputado conservador Damian Collins, que preside o Comitê de Assuntos Digitais, Cultura, Meios de Comunicação e Esportes, ressaltou em comunicado que os e-mails revelam que o Facebook permitiu que algumas empresas tivessem "acesso completo" às informações dos amigos de cada usuário depois de 2014.

"Não está claro se existia consentimento para isso", ressaltou.

As mensagens indicam também que o Facebook sabia que uma atualização do aplicativo para Android que permitia obter detalhes sobre chamadas e mensagens dos usuários poderia ser polêmica.

"Para diminuir qualquer publicidade ruim, o Facebook planejou tornar o mais difícil possível que os usuários soubessem que essa era uma das funções subjacentes do aplicativo", afirmou Collins.

Mensagens entre Zuckerberg e Justin Osofky, vice-presidente da rede social, sugerem, além disso, que a empresa bloqueou em 2013 o acesso de alguns rivais, como o Twitter, aos protocolos que permitiam interação entre as plataformas.

Os e-mails foram fornecidos pela companhia de software Six4Three, que os obteve em um processo judicial contra o Facebook.

Um porta-voz do Facebook negou que qualquer má prática por parte da empresa. "Como dissemos muitas vezes, os documentos obtidos pela Six4Three em processo são sem fundamento algum, apenas uma parte da história e foram apresentados de uma maneira enganosa, sem contexto adicional", disse.

"Como qualquer empresa, tivemos muitas conversas internas sobre os diversos modos de construir um modelo de negócio sustentável para nossa plataforma. Mas os fatos são claros: nunca vendemos os dados das pessoas", afirmou o porta-voz.

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