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Opep e aliados confirmam corte de 1,2 mb/d na produção a partir de janeiro

07/12/2018 14h44

Viena, 7 dez (EFE).- A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus produtores aliados, liderados pela Rússia, anunciaram nesta sexta-feira que vão reduzir a produção conjunta de petróleo em 1,2 milhão de barris diários (mbd) durante todo o primeiro semestre de 2019.

No caso dos países da Opep, o corte será de um total de 0,8 mb/d, dividido igualmente entre os membros, com exceção de Líbia, Venezuela e Irã, que estão liberados de cumprir a medida. No caso dos dois primeiros, a isenção se deve a problemas para manter os níveis de produção. No do último, a decisão visa aliviar o peso das sanções econômicas que sofreu por parte dos Estados Unidos.

Já os países não integrantes da organização diminuirão o bombeamento em 0,4 mb/d.

O ministro do Petróleo da Rússia, Alexander Novak, disse em entrevista coletiva ao lado de Khalid al Falih, que ocupa a pasta equivalente da Arábia Saudita, que, com o corte, o mercado "poderá se estabilizar de forma mais rápida".

"Acredito que é um sinal muito forte para aqueles que pensavam que esta cooperação não funciona. O mecanismo Opep+ (Opep e Não Opep) mostrou que pode dar resultados", disse.

Falih, por sua vez, destacou que seu país, o mais influente da Opep, "está sempre comprometido com a estabilidade do mercado".

De acordo com o ministro, a partir de janeiro a produção saudita será de 10,2 mb/d, 500 mil barris a menos do que em dezembro, "para começar o ano com o pé direito".

Ontem, em sua 175ª conferência ministerial, a Opep adiou para hoje a decisão definitiva sobre a redução da produção, já que ela dependia da adesão dos aliados que não a integram.

A Opep também marcou nesta sexta-feira sua próxima conferência para 8 de abril de 2019, em Viena, na Áustria.

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