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Egito, Líbano e Emirados Árabes também suspendem voos dos Boeing 737 MAX

13/03/2019 09h09

Cairo/Beirute, 13 mar (EFE).- Os órgãos de aviação civil de Egito, Líbano e Emirados Árabes Unidos se juntaram nesta quarta-feira à onda de suspensões de todos os voos de aviões do modelo Boeing 737 MAX em seus respectivos espaços aéreos, após o acidente ocorrido na Etiópia do último dia 10 no qual morreram 157 pessoas.

As Autoridades de Aviação Civil do Egito anunciaram que, a partir de hoje, impedirão a presença do modelo de fabricação americana no "espaço aéreo e em todos os aeroportos egípcios", segundo a agência estatal "Mena", que acrescentou que a companhia Egyptair não conta com nenhum Boeing 737 MAX.

Esta é uma "medida de prevenção" e não estipula o tempo de suspensão do modelo no Egito, segundo a nota.

No Líbano, o diretor da Autoridade de Aviação Civil do Aeroporto Internacional Rafik Hariri de Beirute, Mohamad Chehabedin, também anunciou hoje que "os aparatos de tipo Boeing 737 MAX estão proibidos, de agora em diante, de aterrissar no aeroporto e de utilizar o espaço aéreo libanês", segundo uma circular emitida pela agência estatal libanesa "ANN".

Além disso, em janeiro de 2010, um avião da Ethiopian Airlines caiu em frente ao litoral do Líbano por erros de pilotagem e causou a morte de 90 pessoas, a maioria delas libanesas.

A Autoridade Geral de Aviação Civil dos Emirados Árabes, por sua vez, emitiu na noite passada um comunicado, difundido através da agência estatal "WAM", na qual anunciava a suspensão da operação da aeronave a partir de hoje e "até segundo aviso" como "medida de precaução para proteger a segurança pública" dos passageiros e do pessoal aéreo.

Mesmo assim, o governo dos Emirados e seu órgão de aviação civil asseguraram que continuarão cooperando "estreitamente" com as autoridades dos Estados Unidos e da Boeing para "monitorar e avaliar" os problemas do avião que caiu na Etiópia a fim de "obter mais informação sobre o acidente", segundo a "WAM".

Atualmente, apenas uma companhia emiratense conta com uma frota de Boeing 737 MAX dentro do país, FlyDubai, que anunciou hoje através de sua página do Facebook que "alguns voos para os próximos dias foram cancelados" e que, a partir de agora, operará com a nova geração de aviões Boeing 737-800.

Assim, já são quatro os países do Oriente Médio que proibiram os voos da aeronave da fabricante americana depois que ontem o sultanato de Omã fez o primeiro anúncio na região. EFE