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Zuckerberg quer trabalhar com governos para regulamentar redes sociais

02/04/2019 16h16

Dublin, 2 abr (EFE).- O fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, comprometeu-se nesta terça-feira a trabalhar com os governos de diversos países e com as forças de segurança para elaborar novas políticas para regulamentar as atividades nas redes sociais.

As declarações foram dadas por Zuckerberg a um grupo de deputados irlandeses durante um encontro realizado em Dublin, onde o Facebook tem sua principal base de operações na Europa.

Três dos parlamentares fazem parte do Grande Comitê Internacional sobre Desinformação e Notícias Falsas, um fórum de políticos de todo o mundo que analisa a regulamentação da internet. Para eles, a reunião com o fundador do Facebook foi "positiva e construtiva".

Zuckerberg não quis conversar com a imprensa depois da reunião, realizada em um hotel de Dublin. Mas os deputados irlandeses afirmaram que ele está "profundamente preocupado" com assuntos como a proteção das crianças e a com a verificação da idade na rede.

"Abordamos essas e outras questões. Ele disse que deseja trabalhar com as forças de ordem e com os parlamentares para elaborar leis mais robustas. Temos que encontrar um equilíbrio entre a privacidade dos usuários e a segurança", explicou Hildegarde Naughton, integrante do Fine Gael, partido que governa a Irlanda.

Os deputados que discutem os problemas das redes sociais em nível global também fazem parte do Comitê de Comunicações do Parlamento de Dublin. Eles pediram à Comissão de Proteção de Dados da Irlanda (DPC) para analisar irregularidades no setor.

A DPC também tem a responsabilidade de fiscalizar se o Facebook cumpre a legislação da União Europeia (UE). Por esse motivo, o comitê mantém várias investigações sobre a rede social e empresas associadas à companhia fundada por Zuckerberg.

"Focamos na integridade eleitoral e no que ocorreu ao redor do mundo com as regras sobre campanhas eleitorais. Ele está de acordo sobre a necessidade de leis", disse James Lawless, do partido Fianna Faíl, que comanda a oposição no país. EFE