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Motoristas da Uber protestam em São Paulo por melhores condições de trabalho

08/05/2019 15h17

São Paulo, 8 mai (EFE).- Vários motoristas da Uber protestaram nesta quarta-feira em São Paulo contra o que consideram más condições de trabalho, dias antes da estreia da companhia americana na Bolsa de Valores de Nova York.

Na segunda-feira, os motoristas da Uber haviam feito uma convocação para uma greve global em 8 de maio, dois dias antes de a companhia estrear na bolsa com um preço de entre US$ 44 e US$ 55 por ação.

O clima entre os trabalhadores que se concentraram na frente do edifício da Bolsa de Valores de São Paulo, na região central da cidade, era de decepção e reivindicação por "condições mais justas" e uma melhor "remuneração" da parte de "uma empresa que lucra bilhões" de dólares.

"Hoje trabalhamos muito para ganhar muito pouco. Há motoristas que ficam entre 14 e 16 horas na rua. Alguns ficam 24 horas para ganhar R$ 300 brutos por dia", afirmou à Agência Efe Erick Vieira, que trabalha como motorista da Uber há um ano e meio.

Segundo Vieira, a empresa chegou a outorgar uma "bonificação" aos seus colaboradores, mas muitos não a consideraram adequada.

"Para ganhar essa bonificação na íntegra (R$ 1 mil), o motorista teria que ter trabalhado cerca de três anos, com uma média de 25 passageiros por dia, o que representa mais de 12 horas de trabalho diário", detalhou.

Vieira explicou que, além do aumento das tarifas para uma melhor remuneração, a categoria reivindica também mais segurança para os motoristas e mais transparência no serviço oferecido pela Uber.

"Queremos saber onde levamos o passageiro, para qual região da cidade vai, se é uma área perigosa", comentou Vieira. EFE