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FMI eleva previsão de crescimento dos EUA apesar da guerra comercial

06/06/2019 13h21

Washington, 6 jun (EFE).- O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou nesta quinta-feira as previsões de crescimento econômico dos Estados Unidos para 2,6% este ano e 2% em 2020, frente ao 2,3% e ao 1,9% antecipados em abril respectivamente e apesar da atual guerra comercial com a China e das ameaças contra o México.

"A expansão fiscal aplicada em 2017-18 com redução de impostos e um aumento tanto na despesa de defesa como na de não defesa ajudou a levar o crescimento até 2,9% em 2018. No entanto, à medida que os efeitos do impulso fiscal se diluam nos próximos anos, o crescimento voltará ao potencial (de cerca de 1,75%)", afirmou o relatório de revisão anual da economia dos EUA do Fundo.

No entanto, o FMI advertiu que "um aprofundamento das disputas comerciais atuais ou um abrupto revés das recentes condições animadas nos mercados financeiros representam riscos substanciais à economia dos EUA (com simultâneos efeitos negativos de contágio)".

Em entrevista coletiva para apresentar o relatório, a diretora-gerente do organismo, Christine Lagarde, reiterou que "ninguém ganha uma guerra comercial" ao ressaltar que todas as partes implicadas sofrem.

Além de alertar sobre "o caminho insustentável" de ascensão na qual se encontra a dívida dos EUA, o relatório também ofereceu um sombrio panorama sobre os "problemáticos" indicadores sociais no país.

Entre eles destacou, que embora se mantenha como a primeira economia mundial, "a expectativa de vida é menor que a dos demais membros do G7", ainda há quase 45 milhões de americanos que vivem na pobreza e que a distribuição da renda e da riqueza "está cada vez mais polarizada".

Por último, Lagarde afirmou que é "apropriada" a pausa aplicada pelo Federal Reserve (Fed, banco central americano) no seu ritmo de ajuste monetário e apontou que futuras altas nas taxas de juros, atualmente entre 2,25% e 2,5%, não ocorrerão até que "não se vejam maiores sinais de inflação salarial ou nos preços que os que se veem atualmente". EFE

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