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Governos defendem vigência de Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares

11/06/2019 18h21

Copenhague, 11 jun (EFE).- Representantes ministeriais de 16 países reunidos nesta terça-feira em Estocolmo (Suécia) defenderam a vigência do Tratado de Não Proliferação de Armas (TNP) em uma momento de "deterioração" da situação de segurança mundial.

O tratado, que completou 50 anos em 2018, ajudou a prevenir a propagação de armas nucleares, reduzir arsenais e facilitar o uso com fins pacíficos dessa energia, além de criar um sistema de controle e áreas livres de armamento, como consta de uma declaração distribuída ao final da reunião.

O encontro, batizado Reunião sobre Desarmamento de Estocolmo, teve as presenças dos secretário de Estado de Relações Exteriores da Espanha, Fernando Valenzuela, assim como representantes de Alemanha, Argentina, Canadá, Coreia do Sul, Cazaquistão, Etiópia, Finlândia, Holanda, Indonésia, Japão, Jordânia, Noruega, Nova Zelândia, Suécia e Suíça.

"O TNP foi indispensável para a paz e para a segurança global durante cinco décadas, juntos devemos garantir o seu futuro. Em menos de um ano, as partes signatárias se reunirão em Nova York para revisar a sua implementação e traçar o caminho posterior", lembrou a declaração.

Os países participantes do encontro advertiram para o risco de uma "corrida nuclear", defenderam a desnuclearização da Coreia do Norte e lamentaram que o pacto atômico com o Irã esteja em estado "precário".

Os Estados Unidos deixaram há um ano de forma unilateral o tratado nuclear de 2015 com o Irã assinado também por Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha, e voltaram a impor sanções ao governo iraniano, que recentemente exigiu que sejam facilitadas as suas transações financeiras e a venda do seu petróleo.

O ministro de Relações Exteriores da Alemanha, Heiko Maas, afirmou ontem em Teerã que a União Europeia tenta "compensar a retirada dos Estados Unidos" do pacto, mas reconheceu que "não pode fazer milagres".

Em 8 de maio, o presidente iraniano, Hassan Rouhani, anunciou que o seu país suspendia a aplicação de alguns compromissos nucleares do tratado e que deixaria de cumprir com outras obrigações, como os limites para o nível de enriquecimento de urânio, se não fossem garantidos os seus interesses em um prazo de 60 dias. Este ultimato era dirigido principalmente à Europa, cujas medidas para resistir às sanções americanas, até agora, foram ineficazes. EFE