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Lucro do Santander no Brasil aumentou 21% no primeiro semestre

23/07/2019 11h07

Rio de Janeiro, 23 jul (EFE).- A filial do banco Santander no Brasil obteve no primeiro semestre do ano um lucro líquido de R$ 7,12 bilhões, valor 21% superior ao do mesmo período de 2018, segundo informou a entidade nesta terça-feira.

O lucro do banco no segundo trimestre de 2019 foi de R$ 3,63 bilhões, com um leve aumento de 4,3% em relação aos três primeiros meses do ano.

Este número é 20,2% maior que o do mesmo período de 2018 e ficou muito acima das expectativas dos economistas.

O banco atribuiu os bons resultados deste ano principalmente ao crescimento de sua carteira de crédito, apesar da ainda lenta recuperação econômica do Brasil após a recessão que o país sofreu em 2015 e 2016.

"Apesar de uma recuperação gradual na atividade econômica (no Brasil) e de estarmos atuando em um ambiente mais competitivo, o crescimento da nossa carteira de crédito foi superior ao do sistema financeiro como um todo", afirma um comunicado do Santander Brasil enviado ao mercado.

De acordo com o banco, esse crescimento permitiu aumentar sua participação no mercado de crédito rentável.

Segundo o Santander Brasil, o bom desempenho semestral é "sustentado pela solidez de nossos modelos de risco, com capacidade de prever o ciclo de vida do cliente, o que mantém os indicadores de qualidade da carteira de crédito em níveis controlados".

De acordo com o balanço, a carteira de crédito total do banco em junho deste ano era de R$ 317,62 bilhões, com um crescimento de 9,3% em relação à do mesmo mês de 2018.

Os créditos ao consumidor e ao consumo tiveram um resultado superior, com um crescimento de 18% e 17,2% em um ano, respectivamente.

O aumento dos empréstimos permitiu ao Santander elevar sua participação no mercado de crédito do Brasil a 9,5% do total em maio deste ano, frente aos 9,1% no mesmo mês do ano passado.

A carteira de crédito ampliada, por sua vez, cresceu 7% em um ano, até R$ 394,13 bilhões em junho.

Segundo o balanço, o índice de créditos com pagamento vencido há três meses ficou em 3% ao final do primeiro semestre, ligeiramente superior ao do mesmo período do ano passado (2,8%), mas abaixo dos 3,1% dos três primeiros meses do ano.

Os créditos de liquidação duvidosa cresceram 3,2% no primeiro semestre, até R$ 5,42 bilhões, abaixo da taxa de crescimento da carteira de crédito (9,3%), "o que evidencia a consistência da nossa gestão de riscos".

A margem financeira da entidade cresceu 7,1% no primeiro semestre deste ano, até R$ 22,08 bilhões, "influenciada principalmente pela margem de crédito, que foi impulsionada por maiores volumes médios".

As comissões por serviços prestados, por sua vez, somaram R$ 9,18 bilhões no primeiro semestre, com um crescimento de 9,2%, em parte pelo aumento do número de clientes.

O aumento da margem de juros e das comissões pelo forte crescimento da carteira de crédito permitiu que as receitas totais do Banco Santander crescessem até R$ 31,26 bilhões no primeiro semestre, com um crescimento de 7,7% frente ao mesmo período de 2018.

O Santander Brasil também informou que seu patrimônio líquido era de R$ 68,71 bilhões, com um crescimento de 9,9% em um ano e de 1,6% em três meses.

Os ativos totais, por sua vez, cresceram 13,1% em 12 meses, até R$ 836,25 bilhões, que confirmam o Santander Brasil como o terceiro maior banco privado do país.

De acordo com o balanço, o número de clientes ativos cresceu 12% em um ano, até 25,5 milhões. EFE