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Fiesp lamenta falta de interesse dos EUA em infraestrutura no Brasil

29/07/2019 19h55

São Paulo, 29 jul (EFE).- O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, transferiu nesta segunda-feira ao secretário de Comércio dos Estados Unidos, Wilbur Ross, sua preocupação com a falta de interesse das companhias americanas em infraestrutura no Brasil.

Skaf se reuniu com Ross em São Paulo como parte de uma visita oficial que o secretário americano faz ao Brasil e que inclui uma série de encontros com empresários brasileiros e americanos.

O presidente da Fiesp se disse surpreso com o desinteresse mostrado nos últimos "tempos" pelas companhias americanas nos leilões promovidos na área de infraestrutura.

"As companhias americanas não só não participaram de leilões e investimentos em infraestrutura no Brasil, mas se desfizeram das posições que tinham", lamentou Skaf em declarações aos jornalistas.

O presidente da Fiesp ressaltou a importância de recuperar esse interesse, manifestou a intenção do governo de lançar novos leilões na área de infraestrutura e destacou as oportunidades na área aeroespacial e de defesa.

Skaf também expressou apoio a um acordo de livre-comércio entre Brasil e Estados Unidos, um pacto que a Câmara Americana de Comércio no Brasil (Amcham) poderia propor nesta terça-feira ao secretário americano em um encontro em São Paulo.

"Temos que ter um acordo de livre-comércio, incluindo tarifas. Pode ser discutido, com cronograma", defendeu Skaf ao ser questionado sobre o assunto.

Nesse sentido, o presidente da Fiesp frisou a importância da associação entre Brasil e Estados Unidos, que o governo de Jair Bolsonaro buscou estimular desde que assumiu o poder em 1º de janeiro.

O próprio Bolsonaro propôs a nomeação de seu filho Eduardo como embaixador do Brasil nos Estados Unidos com o objetivo de aproximar os laços entre os dois países, um pedido que gerou fortes críticas em alguns setores.

Sobre a possível nomeação de Eduardo como embaixador, Skaf argumentou que se trata de uma decisão do próprio presidente e evitou entrar em detalhes.

"O embaixador é uma missão dada pelo presidente, pode ser um diplomata de carreira ou não", afirmou Skaf. EFE