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China e EUA retomam negociações comerciais após reunião entre Xi e Trump

30/07/2019 09h17

Pequim, 30 jul (EFE).- Representantes de China e Estados Unidos voltaram a se reunir nesta terça-feira em Xangai na primeira rodada de negociações comerciais após a reunião ocorrida ontem na cúpula do G20 entre o presidente chinês, Xi Jinping, e o americano, Donald Trump.

Do lado dos EUA participaram o representante de Comércio Exterior, Robert Lighthizer, e o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin; enquanto pela China estiveram presentes o vice-primeiro-ministro, Liu He, e o ministro de Comércio, Zhong Shan, que não participou das rodadas anteriores.

Segundo a imprensa local, esta nova fase das conversas começou de forma discreta na capital econômica da China, onde o dispositivo de segurança reforçado nos arredores do hotel onde está hospedada a delegação americana era o único indício de que a reunião acontecia.

As negociações foram paralisadas em maio, e Trump aumentou de 10% ao 25% a imposição de sobretaxas sobre US$ 200 bilhões de produtos chineses, o que levou Pequim a dar uma resposta sobre produtos americanos no valor de US$ 60 bilhões.

Na cúpula do G20, os dois chefes de Estado firmaram uma nova trégua, pela qual Washington não impôs de novas tarifas sobre as demais importações procedentes da China e deu permissão às empresas americanas para venderem produtos à empresa tecnológica Huawei.

No entanto, os analistas não acreditam que um acordo definitivo sairá nesta rodada de conversas; o economista-chefe do banco de investimentos chinês CITIC, Liao Qun, explicou em artigo publicado no jornal nacionalista "Global Times" que "se pode esperar um acordo comercial parcial e temporário".

"Trump pode esperar um acordo parcial e temporário favorável aos EUA e uma grande vitória diplomática e econômica, o que lhe daria mais força em relação à sua possível reeleição. A China pode acabar com as interferências da guerra comercial na economia doméstica e em seus mercados e voltar as atenções às reformas e à resolução dos problemas econômicos", apontou o analista.

Apesar de ambas as partes parecerem ter aproximado posturas nas últimas semanas, a China tem três condições que considera imprescindíveis: exige a anulação das sobretaxas adicionais sobre seus produtos, quer que suas compras de bens americanos "correspondam com a realidade" e que o acordo seja justo para ambas as partes.

Por conseguinte, Pequim se nega a realizar reformas econômicas e políticas que "ponham em risco a dignidade nacional" da China, ou seja, sua soberania para decidir as linhas de funcionamento do país.

Continuam sem acordo temas como as dificuldades para as empresas americanas acessarem o mercado chinês e que, uma vez lá, têm desvantagem contra as estatais chinesas, subsidiadas por Pequim.

Também não há postura comum em relação à propriedade intelectual, transferência forçada de tecnologia e cibersegurança.

Os EUA mantêm em vigor suas sobretaxas sobre produtos chineses no valor de US$ 250 bilhões, e a China também mantém sobretaxas sobre importações americanas por US$ 110 bilhões.

As tensões entre Washington e Pequim têm suas raízes no desequilíbrio da balança comercial a favor da China, que exporta US$ 419 bilhões a mais do que importa dos EUA, e que Trump afirma que se deve às injustas práticas comerciais do país asiático. EFE

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