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Banco da Inglaterra reduz para 1,3% a previsão de crescimento em 2019 e 2020

01/08/2019 09h27

Londres, 1 ago (EFE).- O Banco da Inglaterra reduziu nesta quinta-feira para 1,3% a previsão de crescimento econômico no Reino Unido em 2019 e 2020, diante da possibilidade que o país deixe a União Europeia (UE) sem acordo no próximo dia 31 de outubro.

No último mês de maio, o banco central britânico tinha previsto uma expansão do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,5% este ano, de 1,6% para o próximo e de 2,1% para 2021.

No seu relatório de hoje, eleva o crescimento em 2021 para 2,3%.

A instituição também informou da sua decisão de manter sem mudanças, em 0,75%, o patamar das taxas de juros, assim como o programa de estímulo econômico que introduziu após a crise global de crédito de 2008.

Desta maneira, o comitê de política monetária preservou em 10 bilhões de libras (10,97 bilhões de euros) a emissão de reservas do banco central para financiar a compra de dívida corporativa e os 435 bilhões de libras (477 bilhões de euros) que destina à compra de bônus soberanos.

Ao explicar suas decisões, o banco conduzido por Mark Carney afirmou que persiste a incerteza sobre a economia britânica tanto pelas pressões globais, entre elas a guerra comercial entre Estados Unidos e China, como as nacionais, com um possível "Brexit duro" em outubro.

A postura do atual governo britânico, liderado por Boris Johnson, de sair de UE em 31 de outubro com ou sem pacto provocou, segundo a entidade, "uma marcada desvalorização" da libra esterlina, que nesta semana alcançou seu valor mínimo frente ao dólar em dois anos, ao cair abaixo de US$ 1,22.

De acordo com a evolução do processo de retirada da UE, o banco central poderia variar sua política de juros, possivelmente com uma baixa como a executada ontem pelo Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA).

O Fed confirmou nesta quarta-feira a mudança de rumo na sua política monetária ao anunciar um rebaixamento das taxas de juros em um quarto de ponto, até a categoria entre 2% e o 2,25%, diante da fraqueza econômica global e da "apagada" inflação no país.

Trata-se do primeiro corte do preço do dinheiro nos EUA em mais de uma década, uma vez que anterior aconteceu justamente depois da aguda crise financeira do final de 2008, quando o Reino Unido também situou sua taxa de juros no mínimo histórico de 0,25%. EFE

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