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Braço do Santander inicia movimento para desbloquear máquinas de cartão

01/08/2019 13h54

São Paulo, 1 ago (EFE).- A Getnet, empresa de tecnologia que faz parte do grupo Santander, lançou nesta quinta-feira a possibilidade de "converter" as maquininhas de cartão de outras empresas de pagamentos, de maneira similar ao "desbloqueio" de celulares.

"A melhor comparação para o que estamos fazendo é o desbloqueio de celulares. Antes, você não podia comprar o celular de uma operadora e utilizar outra que oferecesse serviços melhores, mas hoje é impensável o uso de um celular bloqueado", disse o diretor de marketing do Santander, Igor Puga.

O desbloqueio será possível em máquinas pequenas que são vinculadas a aplicativos de um telefone celular e conectadas à internet. Como são todas muito parecidas, elas se adaptam aos mesmos aplicativos.

Dessa forma, caso o cliente baixe o software em seu celular, é possível que uma máquina concorrente opere com o aplicativo Getnet e vice-versa.

"Estamos dando o poder de escolha na mão do empreendedor e acreditamos que ele ficará conosco por nossas ofertas e serviços. Queremos promover a liberdade do cliente", explicou o presidente da Getnet, Pedro Coutinho.

Atualmente, a Getnet trabalha com uma taxa de 2% para vendas no débito e no crédito à vista, com prazo de dois dias para recebimento por parte do vendedor.

Ao optar pelos serviços da Getnet, o empresário poderá continuar utilizando os de outras empresas, como a titular da maquininha. É importante ressaltar que a solução se aplica às maquinas compradas, mas não às alugadas.

"Não acreditamos que seja justo o empreendedor comprar o aparelho, com seu próprio dinheiro, e ainda não ter a liberdade de escolher pelo serviço que mais lhe convém", avaliou Coutinho.

O banco espanhol e a Getnet estimam que no Brasil existam cerca de 10 milhões de maquininhas de cartão, das quais entre três milhões e quatro milhões são compatíveis com a tecnologia.

Com 12 % da fatia do mercado, a ideia dos executivos é chegar a 14 % até o fim de 2019. EFE

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