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França, Rússia e China saem na frente para se aliar ao Brasil em Angra 3

01/08/2019 20h18

Angra dos Reis (RJ), 1 ago (EFE).- França, Rússia e China são os países que mostraram mais interesse em se tornarem sócios do Brasil no projeto para terminar de construir e operar a usina nuclear de Angra 3, que deve começar a funcionar em cinco anos.

O presidente da Eletronuclear, Leonam Guimarães, informou que a companhia francesa EDF, a russa Rosatom e a chinesa CNNC são as que mais manifestaram interesse de participar do projeto da terceira usina nuclear brasileira, que fica na cidade de Angra dos Reis, no litoral sul do estado do Rio de Janeiro.

"Fizemos uma pesquisa de mercado que envolveu 11 empresas internacionais. Empresas chinesas, francesas, japonesas, russas", afirmou Guimarães em entrevista coletiva.

Angra 3 está há 35 anos em construção. Um cronograma apresentado pelo governo federal no mês passado, confirmado hoje pelo presidente da Eletronuclear, prevê que a usina entre em operação em 2025 e comece a gerar energia no primeiro semestre de 2026.

As obras devem ser retomadas no fim de 2020 após a definição de um modelo de parceria público-privada. O governo, então, fará uma licitação, que ficará pronta ainda neste ano, segundo Guimarães, para selecionar os sócios que darão sequência ao projeto.

Para Guimarães, colocar Angra 3 em operação é importante não só pela energia que será gerada na usina, mas também pela estabilidade que ela trará ao sistema elétrico do país.

"Angra 3 tem um papel bastante importante a desempenhar no sistema elétrico brasileiro na medida que representa 1.400 megawatts adicionais de energia junto aos outros 2.000 das duas outras usinas (Angra 1 e Angra 2), que estão muito próximas aos principais centros de consumo do país, contribuindo para gerar uma maior estabilidade no sistema elétrico nacional nessa região, que é a que concentra o maior consumo de carga", explicou.

Estudos indicam que as obras de Angra 3 ainda podem custar mais de US$ 4,1 bilhões (cerca de R$ 15,4 bilhões) para os cofres públicos, além dos R$ 9,9 bilhões já investidos na usina.

A Eletrobras, que controla a Eletronuclear, começou a buscar parceiros diante da escassez de recursos da União. No entanto, Guimarães negou qualquer hipótese de as três usinas nucleares brasileiras serem privatizadas, pelo menos no curto prazo.

"Pela Constituição, o controle da empresa tem que permanecer na mão estatal. Não existe possibilidade de alteração disso no curto prazo", afirmou o presidente da Eletronuclear. EFE

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