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EUA e UE assinarão acordo para ampliar exportação de carne bovina americana

02/08/2019 13h48

Washington, 2 ago (EFE).- O principal assessor econômico da Casa Branca, Larry Kudlow, anunciou que os Estados Unidos e a União Europeia (UE) assinarão nesta sexta-feira um acordo para ampliar a exportação aos países europeus da carne bovina americana, com a condição de que não seja tratada com hormônios de crescimento.

"Os Estados Unidos tem carne bovina muito boa, vamos vender mais", declarou Kudlow em entrevista à imprensa.

O presidente dos EUA, Donald Trump, deve assinar o acordo durante a tarde de hoje na Casa Branca, segundo Kudlow.

Em junho, a Comissão Europeia já tinha anunciado que a UE e os EUA tinham chegado a um acordo para que os produtores americanos vendessem na Europa uma maior quantidade de carne bovina, sempre que não tenha sido alterada com determinados hormônios de crescimento.

Sob esse acordo, os produtores americanos poderão vender na Europa até 35 mil toneladas de carne durante um período de sete anos.

Os padrões sobre a qualidade da carne estabelecidos pelos EUA e a UE são muito diferentes: algumas companhias americanas são proibidas na Europa porque usam hormônios para engordar artificialmente o gado, o que é proibido pela regulação europeia diante do temor de que possam ser prejudiciais à saúde.

Por conta destes temores, em 1989, a União Europeia proibiu a importação de carne bovina dos EUA modificada geneticamente.

A princípio, esse veto tinha um caráter temporário, mas em 2003 o bloco comunitário decidiu proibir permanentemente a carne de boi tratada com um hormônio chamado estradiol (um esteroide sexual feminino) e vetou temporariamente a carne alterada com outros cinco tipos de hormônios.

Essa decisão fez com que os EUA levassem a UE diante da Organização Mundial do Comércio (OMC) por considerar que estava infringindo as normas internacionais de comércio.

Após anos de litígio, em 2009, a UE e os Estados Unidos alcançaram um acordo pelo qual ficou estabelecido que EUA e outros países poderiam vender na Europa até 45 mil toneladas de carne bovina sem hormônios de crescimento.

O que o novo acordo estabelece é que, dessa cota de 45 mil toneladas, cerca de 35 mil serão vendidas exclusivamente por produtores americanos. EFE

Economia