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Georgieva é confirmada como candidata europeia a dirigir o FMI

02/08/2019 18h30

Paris, 2 ago (EFE).- A búlgara Kristalina Georgieva, atual diretora-executiva do Banco Mundial, foi designada como a candidata europeia a dirigir o Fundo Monetário Internacional (FMI), informou o governo da França, que coordenava a negociação entre os 28 países da União Europeia em torno de um nome comum.

"Kristalina Georgieva é agora a candidata de todos os países europeus. Todos vamos apoiar a sua candidatura", disse o ministro da Economia francês, Bruno Le Maire, ao término de uma conferência telefônica com os representantes de outras nações europeias com os quais fechou acordo.

A aposta por Georgieva exigirá uma mudança no regulamento interno do FMI, já que, daqui a 11 dias, ela completará 66 anos, um a mais do que a idade máxima para tomar posse do cargo. Além disso, representa uma vitória dos países do Leste Europeu, que apostaram na búlgara contra o holandês Jeroen Dijsselbloem, apoiado pela região norte do continente.

O nome de Georgieva terá ainda que ser referendado pelo resto dos integrantes do FMI. No entanto, a instituição é tradicionalmente comandada por um representante europeu, enquanto o Banco Mundial é liderado por um americano.

A búlgara obteve o apoio de 56% dos países da UE, contra 44% de Dijsselbloem, para substituir a francesa Christine Lagarde, que deixou o cargo de diretora-gerente do FMI para assumir o comando do Banco Central Europeu (BCE).

O ainda presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, usou o Twitter para parabenizar a nova diretora-gerente do FMI, ressaltando que Georgieva tem todas as qualidades exigidas para contribuir positivamente com a instituição.

"Parabenizo Kristalina Georgieva pelo resultado das eleições europeias. Desejo a ela o máximo de sucesso", disse Juncker.

O resultado apertado mostra que os países da UE não foram capazes de formar consenso em torno de um único nome para dirigir o FMI. Às vésperas da escolha, os 28 integrantes do bloco ainda discutiam como reduzir a lista de indicados para chegar aos dois candidatos que participaram da votação.

O primeiro a cair foi o atual presidente do Eurogrupo, o português Mário Centeno, que se retirou ontem da disputa. Depois, desistiram a ministra interina da Economia da Espanha, Nadina Calviño, e o presidente do Banco Central da Finlândia, Olli Rehn, que também acabou derrotado na disputa para presidir o BCE contra Lagarde.

A França, que coordenava as negociações, concedeu ao Reino Unido no último momento a oportunidade de apresentar candidato para levar em consideração o novo governo de Boris Johnson, que substituiu Theresa May no cargo de primeiro-ministro do país. No entanto, o líder conservador preferiu não indicar nomes para a disputa.

Georgieva terá agora até o dia 6 de setembro para apresentar a candidatura oficialmente ao FMI, que quer ter um novo diretor-gerente até 4 de outubro. Espera-se que na votação haja um representante de países emergentes, que vêm reivindicando maior participação no comando das organizações financeiras internacionais. EFE

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