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Wall Street tem novo dia de perdas após anúncio de tarifas dos EUA à China

02/08/2019 18h58

Nova York, 2 ago (EFE).- Wall Street ampliou nesta sexta-feira as perdas registradas em seus três índices ontem, motivadas pelas ameaças feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de aplicar uma sobretaxa de 10% a US$ 300 bilhões em produtos da China, uma decisão que pode provocar represálias e que preocupa o mercado financeiro.

Principal indicador da Bolsa de Nova York, o Dow Jones Industrial caiu 0,37%, para 26.485,01. O S&P 500 recuou 0,73%, para 2.932,05, e o índice composto da Nasdaq fechou em baixa de 1,32%, aos 8.004,07.

O mau humor dos investidores com as ameaças feitas por Trump ontem permaneceu hoje, ampliando as perdas nos três índices pela possibilidade de a Casa Branca sobretaxar US$ 300 bilhões em produtos chineses a partir de 1º de setembro.

O anúncio, feito por Trump pelo Twitter, surpreendeu o mercado por contradizer as informações repassadas pelos representantes do governo que participavam das negociações com a China. A Casa Branca chegou a divulgar um comunicado no qual classificava de "construtiva" a última rodada de diálogo e destacava o compromisso chinês de ampliar as importações de produtos agrícolas dos EUA.

A China avisou que haverá represálias e acusou Trump de romper o acordado com o presidente do país, Xi Jinping, na última cúpula do G20, realizada no Japão. Na ocasião, os dois líderes concordaram em voltar a negociar sem aplicar tarifas adicionais.

Também não contribuiu para o ânimo do mercado a divulgação de novos dados sobre o mercado de trabalho, levemente abaixo das previsões dos analistas. A economia americana gerou 164 mil novos empregos em julho, mas a média dos últimos três meses ficou em 140 mil, a mais baixa em quase dois anos.

Wall Street fechou assim uma semana que se tornou a pior do ano para o S&P 500, que acumulou uma queda de 3,10%, e para o Nasdaq, com um recuo de 3,92% desde a segunda-feira. Já para o Dow Jones, esta foi a segunda pior semana desde janeiro, com perda de 2,6%.

Nem mesmo a decisão do Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA, de baixar as taxas básicas de juros no país animou os investidores. O presidente do órgão, Jerome Powell, disse que observa cuidadosamente os eventos no comércio internacional.

Entre as 30 empresas cotadas no Dow Jones, uma das quedas mais significativas foi a dos papéis da Apple (-2,12%). A expectativa é que os preços dos iPhones, o carro-chefe da companhia fundada por Steve Jobs, sejam afetados pelas tarifas anunciadas por Trump.

Outras perdas relevantes foram das ações de (-3,86%), Dow (-2,67%), Nike (-2,38%), IBM (-2,04%), Caterpillar (-1,77%), Intel (-1,66%) e 3M (-1,62%). Por outro lado, as maiores altas foram de Boeing (1,58%), McDonald's (1,53%) e Merck (0,93%).

No horário de fechamento da bolsa, a onça do ouro subia para US$ 1.453, e a rentabilidade dos treasuries de 10 anos diminuía para 1,843%. EFE

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