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EUA dizem que economia da China está desmoronando com guerra comercial

06/08/2019 17h00

Washington, 6 ago (EFE).- O governo dos Estados Unidos afirmou nesta terça-feira que a economia da China está desmoronando devido à disputa comercial entre os dois países e reiterou que está disposto a retomar as negociações no início de setembro.

"A economia chinesa está desmoronando. Já não é a potência que era há 20 anos", afirmou Larry Kudlow, principal assessor econômico do presidente dos EUA, Donald Trump, em breve entrevista coletiva realizada na Casa Branca.

Kudlow também sugeriu que o governo chinês está manipulando os dados do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país para esconder uma possível desaceleração econômica.

"O PIB, que provavelmente está inflado em vários pontos, está reduzindo cada vez mais", disse o assessor, sem apresentar qualquer evidência para basear a acusação.

Os últimos dados divulgados pela China mostram que o país cresceu 6,2% no segundo trimestre do ano, o ritmo mais lento de evolução do PIB do país em quase 30 anos. Já a economia dos EUA avançou 2,1% no mesmo período.

A disputa comercial ganhou novo capítulo ontem, quando o Departamento do Tesouro dos EUA acusou a China de manipulação cambial e fez ameaças para encerrar supostas práticas comerciais injustas praticadas pelo governo de Pequim.

Kudlow argumentou que a China está sendo muito mais afetada que os EUA pela guerra comercial. Mas, apesar das acusações e ameaças, o assessor de Trump deixou portas abertas para retomar os diálogos para firmar um acordo com o governo de Xi Jinping.

"O presidente e nossa equipe está planejando uma visita chinesa em setembro. Estamos dispostos a negociar. Movimentos para um bom pacto seriam muito positivos e poderiam mudar a situação tarifária. Mas, claro, pode ser que não seja assim", ponderou.

A decisão do Departamento do Tesouro de designar a China como "manipulador cambial" foi uma resposta à desvalorização do iuane ao nível mais baixo desde 2008 feita pelo Banco Popular da China (BPC), o banco central chinês.

Segundo o governo americano, o objetivo da desvalorização cambial é dar à China uma "vantagem competitiva injusta no comércio internacional". Além disso, a Casa Branca afirmou que as ações chinesas violam os compromissos assumidos pelo país durante última cúpula de líderes do G20, onde Trump se reuniu com Xi. EFE

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