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Trump diz que age corretamente com a China em guerra comercial

07/08/2019 14h26

Washington, 7 ago (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, insistiu nesta quarta-feira que está agindo corretamente na guerra comercial com a China e minimizou a importância das fortes quedas geradas pela tensão entre as duas nações nos mercados de valores.

"Alguém tinha que fazer isso (...). Alguém tinha que assumir uma posição (firme)", declarou Trump na Casa Branca antes de seguir viagem para Dayton (Ohio) e El Paso (Texas) para prestar homenagens às vítimas dos massacres cometidos por atiradores no último fim de semana nos Estados Unidos.

Segundo o presidente americano, com o desequilíbrio comercial, a China "estava tirando centenas de bilhões de dólares por ano dos Estados Unidos", além de "roubar propriedade intelectual".

Sobre as fortes quedas que vêm ocorrendo nas Bolsas de Valores devido às dinâmicas de imposição de sobretaxas e de troca de represálias comerciais entre os dois países, Trump minimizou a importância da situação e disse que os mercados irão se recuperar.

"Acredito que a reação dos mercados já era esperada (...) Porém, mais tarde, vão subir tão alto quanto nunca", afirmou Trump.

No acumulado deste mês de agosto, os dois principais indicadores de Wall Street - Dow Jones Industrial e S&P 500 - caíram mais de 5%, enquanto no Nasdaq a baixa chegou perto de 5,8%, uma tendência de retirada do mercado de investidores atribuída em grande parte à guerra comercial entre Estados Unidos e China.

O ouro, um dos investimentos mais procurados em momentos de volatilidade, chegou nesta quarta-feira ao ponto máximo dos últimos seis anos, acima de 2,5%, enquanto a prata registrava uma valorização próxima de 4%.

Trump não se referiu ao anúncio das autoridades chinesas que, em represália às sobretaxas dos EUA, deixarão de importar produtos agrícolas americanos, algo que afetará gravemente o setor. O presidente, no entanto, disse que as políticas comerciais chinesas já estavam prejudicando os fazendeiros e que eles "entendem".

Após a última rodada de negociações, que aconteceu no final de julho em Xangai, a própria Casa Branca tinha emitido um comunicado frisando que a parte chinesa tinha se comprometido "a aumentar as compras de exportações agrícolas" americanas.

Apesar disso, e do fato que ambos os países continuarem com as negociações comerciais, o presidente americano anunciou no início do mês a imposição de novas sobretaxas de 10% sobre US$ 300 bilhões em produtos chineses, o que afetará, de uma maneira ou de outra, toda a cadeia produtiva do país asiático.

Essas sobretaxas começarão a ser aplicadas em 1º de setembro, o que coloca mais pressão nas equipes de negociação que retomarão em breve as reuniões de alto nível em Washington. EFE

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