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Trump afirma que EUA "não estão prontos" para acordo comercial com a China

09/08/2019 12h54

Washington, 9 ago (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta sexta-feira que o país "não está pronto" para fechar um acordo comercial com a China, mas se mostrou aberto a continuar com as negociações.

"Estamos falando com a China, mas não estamos prontos para entrar em acordo. Veremos o que acontece", disse Trump aos jornalistas na Casa Branca antes de partir para um evento de captação de fundos em Nova York.

O governante também anunciou que cortará relações com a gigante da tecnologia chinesa Huawei, empresa que já havia sido vetada por Trump de comprar de componentes tecnológicos dos Estados Unidos.

A fabricante se viu no olho do furacão da guerra comercial depois que os EUA lhe proibiram de vender equipamentos a empresas americanas, alegando uma suposta ameaça à segurança nacional. O veto foi parcialmente suspenso temporariamente após um encontro entre o presidente da China, Xi Jinping, e Trump em junho.

Os comentários do presidente dos EUA foram feitos uma semana depois que Washington anunciou a imposição de novas tarifas de 10% sobre importações chinesas avaliadas em US$ 300 bilhões a partir de 1º de setembro.

Em represália a essa medida, a China decidiu interromper a compra de produtos agrícolas americanos e permitiu que a sua moeda caísse frente ao dólar a um nível não visto desde 2008.

Na última segunda-feira, diante da desvalorização do iuane, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos acusou a China de ser um país manipulador de divisas e ameaçou tomar ações para acabar com as vantagens competitivas, classificadas como injustas, no Fundo Monetário Internacional (FMI).

Um iuane mais frágil significa que os produtos chineses contratados em dólares são mais baratos, algo que ajudaria a conter o efeito negativo das novas tarifas americanas sobre a sua competitividade, embora o preço a pagar seja um aumento do custo das importações.

De fato, Trump voltou hoje a criticar a medida do Governo chinês com a sua divisa, mas garantiu que os EUA continuam tendo o controle das negociações.

Imediatamente depois das palavras do presidente americano, as ações da bolsa de Nova York cotaram em baixa no meio de novos temores de uma escalada da guerra comercial. EFE

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