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Abastecimento de combustível começa a ser normalizado em Portugal

13/08/2019 15h08

Lisboa, 13 ago (EFE).- O abastecimento de combustível em Portugal começou a ser normalizado nesta terça-feira, depois que o governo do país aprovou medida para tentar encerrar com a greve de motoristas e mobilizou o Exército para impedir que a paralisação persistisse.

Os postos em situação mais críticas e aeroportos, por exemplo, começaram a receber os primeiros caminhões, guiados por militares, que substituiram os caminhoneiros no volante de caminhões-tanque.

A intervenção veio depois que as autoridades locais verificaram o descumprimento no abastecimento mínimo definido por lei durante toda a segunda-feira, em que uma grave crise se instaurou em solo português.

O fornecimento nos aeroportos está garantido, embora em Lisboa estejam mantidas algumas restrições ao abastecimento de aeronaves.

Com relação aos postos de gasolina, mais de 400 seguem sem combustível em todo o país, o que representa 14,8% do total registrado nesta segunda-feira, quando o máximo foi de 530 estabelecimentos sem produto para venda.

Desde sábado, vigora em Portugal uma medida de restrição de abastecimento, que limita a cada a 15 litros o máximo que pode ser colocado em cada veículo.

Os portugueses, inclusive, criaram um mapa interativo, que permite conferir a situação de cada posto de combustível em tempo real e enviar contribuições, em caso de mudança no panorama.

Na região do Algarve, no sul do país, a mais afetada, devido a presença grande de turistas durante o período de férias, os estabelecimentos também começaram a se recuperar e já apresentam filas menores.

Em meio a melhora no panorama, há forte debate no plano político sobre a atuação do governo, de intervir para o fim da greve, com um instrumento legal que permite a mobilização das Forças Armadas e obriga os grevistas a garantirem abastecimento básico, sob risco de prisão.

Mesmo aliados da atual administração consideram que a medida constitui em uma limitação ao direito de greve. Os sindicatos patronais de Portugal, por sua vez, aprovaram a intervenção, enquanto as lideranças dos motoristas classificaram o ato como "vergonha nacional" e prometeram seguir de braços cruzados. EFE

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