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EUA decidem atrasar parcialmente a taxação em 10% de alguns produtos da China

13/08/2019 12h31

Washington, 13 ago (EFE).- O governo dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira a decisão de atrasar parcialmente a taxação em 10% de alguns produtos provenientes da China, que entraria em vigor em 1º de setembro para 15 de dezembro deste ano.

A informação foi divulgada pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA, por meio de comunicado.

Os produtos incluem, por exemplo, telefones celulares, laptops, consoles de videogames, monitores de computador, brinquedos, além de alguns artigos de calçados e vestuários.

Para alguns itens, no entanto, as tarifas terão reajuste a partir de 1º de setembro, embora o governo americano não tenha dado informações sobre os detalhes do procedimento.

De acordo com o Escritório do Representante de Comércio dos EUA, alguns produtos, que não foram especificados, serão retirados da lista dos que receberão aumento de encargos, por motivos de "saúde, segurança, segurança nacional e outros fatores".

O órgão do governo dos EUA divulgou que, nas próximas horas, será publicada uma lista com os isentos e os que passarão a ser taxados em 15 de dezembro.

Em 1º de agosto, o governo americano decidiu sobre a imposição de novas tarifas de 10% sobre as importações chinesas, que estão avaliadas em US$ 300 bilhões (R$ 1,2 trilhão), a partir de 1º de setembro, embora, as negociações comerciais entre os dois países sigam acontecendo.

Alguns especialistas apontaram que a decisão anunciada hoje, que foi muito bem recebida em Wall Street, é um reflexo da crescente preocupação da gestão do presidente Donald Trump, sobre os impactos causados pela guerra comercial com a China, na economia dos Estados Unidos.

O anúncio do atraso da taxação acontece no mesmo dia em que o mandatário americano acusou o país asiático de não ter comprado os produtos agrícolas que ficaram acordados nas rodadas de negociações comerciais.

"Até agora, não fizeram o que disseram. Talvez, desta vez seja diferente", escreveu Trump, no Twitter.

Na última sexta-feira, o presidente dos EUA chegou a fazer ameaças sobre o cancelamento das conversações previstas para acontecer no próximo mês. EFE

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