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Santander Brasil é uma das 10 empresas que mudam o mundo, diz revista Fortune

19/08/2019 17h45

São Paulo, 19 ago (EFE).- Um programa de microcrédito que visa apoiar o crescimento de pequenos empreendedores e suas comunidades levou o Santander Brasil a entrar no ranking Change the World 2019, elaborado pela revista americana "Fortune" e que aponta as empresas que colaboram para tornar o mundo um lugar melhor por meio de seus próprios negócios.

O Prospera Santander Microfinanças proporcionou cerca de US$ 2 bilhões em pequenos empréstimos a mais de 700 mil microempreendedores. Segundo a "Fortune", que citou um estudo da consultoria Rever, cada R$ 1 em crédito concedido pelo programa gera R$ 4,50 em negócios na comunidade.

Iniciado em 2002, o Prospera ganhou impulso no ano passado ao incorporar tecnologia para reduzir o prazo de aprovação do crédito de até 10 dias para apenas 10 segundos. Com isso, o número de empreendedores atendidos - um quarto dos quais vivem abaixo da linha de pobreza - cresceu mais de 50% em 2018, e a meta é expandir a operação em até 90% até o fim deste ano.

"Hoje, cerca de 50 milhões de brasileiros vivem abaixo da linha de pobreza, quase metade na região Nordeste. Muitos deles são empreendedores em potencial, mas têm dificuldades para superar barreiras e realizar seus sonhos", afirmou o presidente do Santander Brasil, Sergio Rial.

O programa tem como público-alvo a base da pirâmide e em especial as mulheres, que representam 70% dos clientes e atuam em diversos negócios, como salão de beleza, oficinas de costura, lojas de roupas e confeitarias, entre outras.

"Os créditos podem variar de R$ 500 a R$ 60 mil e são concedidos por meio de grupos solidários, nos quais os empreendedores se avaliam entre si, por meio da confiança e conhecimento mútuo, o que chamamos de aval solidário", disse Tiago Abate, superintendente do Prospera Santander Microfinanças.

Outro efeito do programa é o fomento à geração de emprego: cada empreendedor gera ou mantém três funcionários em suas atividades, em média, segundo o banco. EFE

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