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0.11 Ago.2019
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Twitter diz que China fez campanha para deslegitimar protestos em Hong Kong

19/08/2019 18h20

San Francisco (EUA), 19 ago (EFE).- O Twitter denunciou nesta segunda-feira que descobriu um esforço coordenado por parte de 936 contas com origem na China para deslegitimar com informações falsas os protestos registrados nos últimos meses em Hong Kong.

Em comunicado, a rede social classificou a ação como uma "operação informacional com apoio estatal" e explicou que as contas buscavam "semear desavenças políticas em Hong Kong", tentando atacar aqueles que foram às ruas protestar.

"Temos provas certeiras que isso é uma operação com apoio estatal. Especificamente, identificamos grandes grupos de contas que se comportam de maneira coordenada para amplificar as mensagens relacionadas com os protestos em Hong Kong", indicou a empresa.

Os perfis foram excluídos pelo Twitter, que é proibido na China pelo governo. Desta forma, segundo a empresa, os usuários se conectavam à rede social usando redes privadas virtuais (VPNs), apesar de alguns deles utilizarem endereços de IPs não bloqueados.

O Twitter divulgou algumas das mensagens compartilhadas pelas contas. Nelas, é possível ver imagens de violência e de destruição de edifícios públicos que teriam sido provocadas durante os protestos. As postagens também acusavam os manifestantes de serem loucos ou de receberem dinheiro de "pessoas ruins".

Além das 936 contas que faziam parte da campanha, o Twitter suspendeu outros 200 mil perfis que seriam usados para amplificar o alcance das mensagens contra os protestos.

Já o Facebook, também proibido na China, informou hoje que excluiu sete páginas, três grupos e cinco contas criadas com o mesmo objetivo. A medida foi tomada depois de o Twitter informar a empresa fundada por Mark Zuckerberg sobre a campanha.

A população de Hong Kong protesta há quase três meses contra a China para pedir mais autonomia e um regime democrático na região. EFE

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