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Após disparada, risco-país volta a patamar pré-primárias na Argentina

11/10/2019 17h23

Buenos Aires, 11 out (EFE).- O ânimo dos investidores na Argentina melhorou e fez o risco-país voltar nesta sexta-feira ao patamar registrado há dois meses, quando o índice disparou devido ao pânico do mercado com a vitória do opositor Alberto Fernández nas eleições primárias realizadas no país.

O indicador que mede o grau de risco para investidores estrangeiros no país chegou hoje a 1.915 pontos básicos, uma pequena alta em relação aos 1.890 pontos do fechamento de ontem, quando o risco-país teve uma notável queda de 7,76%.

Após a vitória de Fernández sobre o presidente da Argentina, Mauricio Macri, visto como pró-mercado, nas eleições primárias de agosto, o risco-país disparou e subiu 872 pontos. No ponto alto da crise, no início de setembro, o índice chegou ao recorde de 2.532 pontos. Há uma semana, porém, vem mostrando uma firme tendência de queda.

A maior estabilidade tem relação com o melhor desempenho dos títulos públicos argentinos, ativos que foram muito castigados durante as severas turbulências financeiras de agosto.

Analistas vinculam esse avanço ao otimismo dos investidores, que gostaram do compromisso assumido por Fernández caso vença as eleições presidenciais. O candidato peronista prometeu que buscará negociar com os credores da Argentina prazos mais extensos de pagamento, mas sem mexer nos juros das dívidas.

Outro fator foi uma declaração de caráter estritamente político de Fernández, que disse que sua companheira de chapa, a ex-presidente Cristina Kirchner, não terá qualquer ingerência na montagem da futura equipe de governo.

"Esses comentários despertam, ou nos fazem sonhar, com o lado moderado de um eventual governo de Fernández", disse a Portfolio Pessoal Investimentos em um relatório.

Já o economista Salvador Di Stefano explicou que há uma maior demanda por bônus da dívida argentina em dólares, uma alta que teria sido provocada pela possibilidade de uma renegociação amigável da dívida do país. EFE