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Trump anuncia aumento de tarifas a aço da Turquia e descarta acordo comercial

11.jul.2018 - Donald Trump e o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, em um encontro da Otan em Bruxelas - Tatyana ZENKOVICH / AFP
11.jul.2018 - Donald Trump e o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, em um encontro da Otan em Bruxelas Imagem: Tatyana ZENKOVICH / AFP

14/10/2019 18h05

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou HOJE que aumentará as tarifas ao aço da Turquia para 50% - o mesmo patamar antes da redução desse encargo em maio - e descartou selar um acordo comercial com o país devido à ofensiva militar na Síria.

"As tarifas sobre o aço aumentarão para 50%, o nível anterior à redução em maio. Os Estados Unidos também interromperão imediatamente as negociações sobre um acordo comercial de US$ 100 bilhões com a Turquia", disse Trump em comunicado.

O presidente americano também anunciou que decretará em breve "a imposição de sanções aos atuais e ex-funcionários do governo da Turquia e qualquer pessoa que contribua para as ações desestabilizadoras da Turquia no nordeste da Síria".

"O decreto autorizará uma ampla gama de consequências, incluindo sanções financeiras, o bloqueio de bens e a proibição de entrada nos Estados Unidos", acrescentou.

Nesse documento oficial, Trump defendeu o trabalho dos Estados Unidos na luta contra o Estado Islâmico (EI) e justificou novamente a decisão de retirar as tropas do país do norte da Síria, a região do conflito.

Além disso, ele afirmou considerar que a ofensiva militar da Turquia "põe em risco civis e ameaça a paz, a segurança e a estabilidade na região".

"Fui perfeitamente claro com o presidente (turco, Recep Tayyip) Erdogan: a ação da Turquia está precipitando uma crise humanitária e está estabelecendo condições para possíveis crimes de guerra. A Turquia deve garantir a segurança dos civis, incluindo as minorias religiosas e étnicas", declarou.

Trump ressaltou que o governo americano "utilizará agressivamente as sanções econômicas para atacar aqueles que permitem, facilitam e financiam estes atos atrozes na Síria".

"Estou completamente preparado para destruir rapidamente a economia da Turquia se os líderes turcos continuarem por este caminho perigoso e destrutivo", ameaçou.

O exército turco começou a invasão ao norte da Síria na última quarta-feira, após os Estados Unidos, aliados dos curdos na guerra contra o Estado Islâmico, anunciar a retirada de suas tropas da região devido à iminência dessa operação militar, o que foi considerado como uma "traição" pelas Forças Democráticas Sírias (FSD), uma aliança formada majoritariamente por milícias curdas.

A Turquia quer tirar dos curdos o controle de uma área de 480 quilômetros de extensão e 30 quilômetros de largura para expulsar as FSD e seu principal integrante, as Unidades de Proteção do Povo (YPG), que o país considera uma organização terrorista ligada à guerrilha do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).

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