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Governo da China confirma avanço nas negociações por acordo com os EUA

26/10/2019 07h37

Xangai (China), 26 out (EFE).- O Governo da China confirmou neste sábado o avanço nas negociações por um acordo comercial com os Estados Unidos e apontou que as consultas técnicas sobre parte do texto do pacto estão concluídas, conforme veiculou a agência pública de notícias "Xinhua".

O vice-primeiro-ministro Liu He, principal representante do país asiático nas conversas, falou por telefone com o Representante de Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, e com o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, na noite desta sexta-feira.

"As duas partes concordaram em abordar adequadamente as preocupações centrais de cada um, e confirmaram que as consultas técnicas sobre parte do texto do acordo foram concluídas", conforme veiculou a "Xinhua".

O ministro do Comércio do país asiático, Zhong Shan, o governador do Banco Popular da China, Yi Gang, e o vice-presidente da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, Ning Jizhe, também passaram a fazer parte das negociações.

Chineses e americanos chegaram a um consenso sobre alguns pontos específicos, referentes a produtos chineses e americanos, que eram considerados entraves para a conclusão do pacto.

Após as conversas de Liu He com Lighthizer e Mnuchin, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na Casa Branca que as negociações estão correndo bem e que os avanços estão acontecendo, sem deixar de cutucar o regime de Xi Jinping.

"A China quer um acordo desesperadamente", garantiu o líder americano.

As negociações que estão em curso, e que devem ser concluídas nos próximos dias, são os últimos detalhes antes da assinatura de um acordo, prevista para acontecer na cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), marcada para os dias 16 e 17 de novembro, em Santiago, no Chile.

No início deste mês, Trump chegou a anunciar um acordo parcial com a China e abandonou os planos de subir as taxas de importação ao gigante asiático, que se comprometeu, por sua vez, aumentar as compras de produtos agrícolas americanos. EFE