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Bolsonaro e genro de Trump marcam presença em fórum de investimentos em Riad

29/10/2019 11h01

Sarah Mohamed.

Cairo, 29 out (EFE).- O fórum saudita Futuro dos Investimentos (FII) começou nesta terça-feira, em Riad, com o presidente Jair Bolsonaro e o assessor e genro de Donald Trump, Jared Kushner, como os principais rostos de um evento com o qual a Arábia Saudita busca recuperar uma boa imagem após a polêmica do caso Khashoggi.

Um ano depois da morte do jornalista saudita Jamal Khashoggi - assassinado dentro do consulado do país em Istambul -, a conferência conhecida como "Davos do Deserto", que em sua primeira reunião reuniu os maiores nomes do mundo financeiro, contará com o secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, e o presidente do Banco Mundial, David Malpass.

"Mais de 6.000 executivos e participantes estão aqui neste ano. O crescimento tem sido incrível. Nos próximos três dias, teremos algumas das melhores mentes do mundo, empresários e executivos perguntando o que está por vir", disse Yasir al Rumayan, chefe do Fundo de Investimento Público Saudita, na cerimônia de abertura do evento.

Rumayan observou que, "como todas as grandes coisas, a segunda edição do fórum começou com uma ideia simples: reunir diferentes líderes para mudar o status quo".

A conferência deste ano se concentrará em um futuro sustentável para explorar modelos de inovação e investimento, tecnologia para orientar o crescimento e a sociedade avançada, afirmou.

Apesar das ausências, estão confirmadas as presenças de Mnuchin e Kushner, que não estiveram na edição de 2018, realizada em meio à tormenta sobre o assassinato de Khashoggi.

Também participará do fórum saudita o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, cuja política controversa na Caxemira, a única região sob administração indiana com maioria muçulmana, não o fez perder amigos na Arábia Saudita.

"Aterrissei no reino da Arábia Saudita no início de uma importante visita para fortalecer os laços com um querido amigo. Vou participar de uma ampla gama de programas durante a visita", disse Modi no Twitter.

O presidente nigeriano, Muhammadu Buhari, que também participará do evento, disse na mesma rede social que os funcionários de seu governo tentarão "acelerar as conversas sobre o interesse da (petroleira estatal saudita) Aramco em renovar refinarias e fazer novos investimentos" no setor na Nigéria.

O encontro também contará com o rei Abdullah II da Jordânia, além de representantes do mundo de negócios como HSBC, Century Tech, Softbank Investment Advisers e Partners Group.

Fora Mnuchin, não está prevista a participação dos ministros de Economia e Finanças do Ocidente, que no ano passado cancelaram em bloco a participação no fórum devido ao assassinato de Khashoggi, crime inicialmente negado, mas depois admitido pelo governo saudita.

A má gestão da crise por parte da Arábia Saudita causou grandes danos à imagem e à credibilidade do reino, o que teve consequências.

O relator das Nações Unidas para as execuções extrajudiciais apontou diretamente para Bin Salman pelo crime, enquanto o Senado dos EUA acusou unanimemente o príncipe herdeiro pelo assassinato. EFE