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Trump tem reunião "cordial" com presidente do Fed após meses de críticas

18/11/2019 15h49

Washington, 18 nov (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu nesta segunda-feira uma trégua a vários meses de críticas e insultos ao chefe do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, e teve uma reunião "cordial" com o dirigente, na qual conversaram, entre outros temas, sobre o comércio com China e a União Europeia (UE).

"Acabo de terminar uma reunião muito boa e cordial na Casa Branca com Jay Powell, do Federal Reserve", disse Trump no Twitter.

"Falamos de tudo, incluindo taxas de juros, taxas de juros negativas, inflação mais baixa, expansionismo (política monetária), a força do dólar e seu efeito sobre a manufatura, o comércio com a China, a UE e outros, etc", acrescentou.

O encontro foi o primeiro desde que Trump convidou Powell para jantar com ele na Casa Branca em fevereiro, e desde então o presidente fez mais de 50 críticas ao Fed e seu presidente no Twitter, segundo uma contagem do "The Wall Street Journal".

Os insultos a Powell, a quem Trump chamou, entre outras coisas, de "inimigo dos Estados Unidos" e o acusou de "não ter ideia" da política monetária, geraram desconforto nos mercados financeiros, já que a independência dos bancos centrais é considerada um dos elementos-chave da ortodoxia econômica.

Foi Trump quem convidou Powell para se encontrar com ele e com o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, disse o Fed em comunicado após a reunião.

"Os comentários do presidente Powell seguiram a linha das declarações que ele fez na semana passada no Congresso", disse o banco central.

Na ocasião, Powell disse que não prevê mais mudanças nas taxas de juros dos EUA se o crescimento econômico continuar, apesar da insistência de Trump em mais cortes no preço do dinheiro.

"(Powell) não falou (com Trump) sobre suas expectativas em relação à política monetária, além de enfatizar que o caminho da política dependerá inteiramente das informações que chegarem sobre as perspectivas para a economia", disse o Fed.

O chefe do banco central dos EUA também destacou que ele e os outros membros do Comitê de Mercado Aberto do Fed (Fomc) "estabelecerão uma política monetária que apoie o máximo de emprego e preços estáveis" e "tomarão essas decisões com base apenas em uma análise cuidadosa, objetiva e não política".

Após três cortes consecutivos, os juros de referência nos EUA são atualmente de 1,5% a 1,75%. EFE

Economia