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Associação Latino-Americana do Aço expressa preocupação com tarifas dos EUA

02/12/2019 23h27

Buenos Aires, 2 dez (EFE).- Associação Latino-Americana do Aço (Alacero) expressou nesta segunda-feira preocupação com o anúncio feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de retomar as tarifas sobre as importações de aço e alumínio de Brasil e Argentina.

A entidade, composta por 44 empresas latino-americanas cuja produção representa 95% do aço fabricado na região, disse em comunicado que "recebe com surpresa e preocupação a decisão" anunciada por Trump.

O presidente dos EUA anunciou tais medidas através das redes sociais com o argumento de que Argentina e Brasil desvalorizaram fortemente suas moedas, o que, a seu ver, prejudica os agricultores americanos.

"Acreditamos que no livre-comércio as moedas flutuam de acordo com os cenários internos e externos de cada país, sem manipulação governamental, pelo menos nos casos de Argentina e Brasil", disse a associação em nota emitida em Buenos Aires pela Câmara Argentina do Aço.

A organização latino-americana destacou que a "manipulação de tarifas sobre importantes commodities para as economias" dos países parceiros da entidade, "em uma tentativa de resolver problemas que estão claramente fora do tema original do debate, é um preceito equivocado contra a possibilidade de chegar a acordos conjuntos como países que colaboraram muito estreitamente no passado".

Segundo Alacero, a decisão anunciada por Trump "prejudica a economia de seu próprio país, já que a rede siderúrgica dos Estados Unidos precisa de produtos siderúrgicos que nem sempre são produzidos internamente, dependendo de países parceiros como Brasil e Argentina".

"Tais posições do governo dos EUA diante dos atuais conflitos comerciais internacionais têm um impacto ainda mais grave na América Latina, cujas economias precisam mais do que nunca de estabilidade para fortalecer seus planos de crescimento para o futuro imediato", adverte o comunicado.

Alacero destacou que apoia as câmaras empresariais do setor siderúrgico na Argentina e no Brasil para que o problema seja abordado em conjunto com os respectivos governos na cúpula do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai), que será realizada na próxima quinta-feira no Brasil. EFE

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