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Após recorde, safra de grãos da Argentina deve cair 5,5% em 2020

09/01/2020 21h13

Buenos Aires, 9 jan (EFE).- A safra de grãos da Argentina em 2019-2020 deve chegar a 138,4 milhões de toneladas, uma queda de 5,5% em relação ao ciclo anterior.

Apesar da queda prevista pelos cálculos da consultoria IES, a safra atual deve ser a segunda maior da história do país, perdendo apenas para a de 2018-2019, quando a Argentina produziu 147 milhões de toneladas.

Os produtores argentinos estão na fase do plantio dos dois principais produtos de exportação do país: a soja e o milho. A área cultivada nesta safra, segundo a IES, será recorde e apresentará um equilíbrio entre cereais e oleaginosas.

A menor produtividade média afetará a safra total de grãos, ainda que os números fiquem perto do recorde histórico registrado no último ciclo. A consultora afirma que a queda deve ocorrer como consequência de um clima desfavorável em algumas áreas semeadas com soja, milho, girassol, trigo e cevada.

O setor agrícola da Argentina também será afetado pelo recente aumento dos impostos sobre a exportação de grãos decretado como parte da lei de emergência do governo de Alberto Fernández para resolver a crise econômica que abala o país.

Para a IES, o reajuste, combinado com a volatilidade dos preços no mercado internacional, fará que com que os produtores tenham uma margem de lucro mais ajustada do que na safra anterior.

Parte os agricultores, antecipando uma vitória de Fernández, anteciparam as vendas de suas colheitas para fugir do imposto. A medida já havia sido tomada durante o governo de Cristina Kirchner, vice do atual presidente da Argentina.

"O iminente aumento das retenções (nome dado ao imposto) produziu um forte aumento nas vendas. (...) Verificamos um recorde nas vendas antecipadas de grãos da futura safra de 2019-2020, já que o produtor buscou se proteger os riscos de uma maior pressão impositiva futura", observou a consultoria em relatório.

Nos 11 primeiros meses de 2019, a Argentina exportou 93,1 milhões de toneladas de grãos, um aumento de 37,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. O país arrecadou US$ 25,6 bilhões com os embarques, valor 21% superior na comparação com o intervalo entre janeiro e novembro de 2018. EFE