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Espanha reativa parte de sua economia, enquanto mortes continuam em queda

13/04/2020 20h37

Alida Juliani, Madri, 13 abr (EFE).- A Espanha começou um pequeno retorno à normalidade nesta segunda-feira com o retorno ao trabalho em alguns setores econômicos não essenciais, enquanto o número de mortes por Covid-19 caiu novamente, com 517 nas últimas 24 horas, e o número de infecções aumentou 2% por dia, o menor número desde o início da pandemia.

O número total de mortes por coronavírus chega a 17.489, enquanto os casos de contágio registraram um total de 169.496, informou o Ministério da Saúde local, hoje, 3.477 há mais de 24 horas, um número que não era visto desde 18 de março.

Embora o governo tenha decretado o confinamento total da população inicialmente até o próximo dia 26, hoje os funcionários de empresas ou fábricas em setores não essenciais que não podem trabalhar remotamente, principalmente os setores industrial e de construção.

Eles se juntam aos setores considerados essenciais, como alimentos, necessidades básicas ou produtos sanitários, que permanecem ativos desde o início da pandemia.

O governo presidido pelo socialista Pedro Sánchez está tentando reativar uma parte da economia espanhola, muito prejudicada pelo novo coronavírus, com cerca de 900 mil postos de trabalho perdidos desde meados de março.

Somente a construção responde por 12,5% da atividade econômica espanhola e emprega aproximadamente 1,7 milhão de trabalhadores.

No entanto, "não iniciamos nenhum processo de descalonamento, nem terminamos as restrições ao movimento de pessoas", lembrou o ministro da Saúde, Salvador Illa. "Ainda estamos confinados", completou.

Fábricas, obras e propriedades industriais voltaram gradualmente à normalidade em parte do país, já que em oito das 17 regiões espanholas hoje é feriado, e só amanhã é que esses setores começarão a funcionar plenamente.

DEZ MILHÕES DE MÁSCARAS

Diante de dúvidas e críticas sobre o possível efeito do regresso ao trabalho na expansão do coronavírus, o governo iniciou hoje, em 1,5 mil pontos em todo o país, um programa de distribuição de máscaras de proteção, de até 10 milhões de unidades, entre trabalhadores que eles voltaram a sua atividade.

Até agora, o acesso da população às máscaras tem sido difícil, pois a maior parte do suprimento tem sido distribuída aos profissionais de saúde, as forças de segurança e outros grupos essenciais, enquanto a maioria da população permanece confinada em suas casas.

O ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, afirmou que o governo confia que, até o final desta semana, as farmácias espanholas terão máscaras à venda.

A partir de hoje e até a próxima quarta-feira, o governo espanhol distribuirá máscaras nos acessos das estações de transporte público e outros locais autorizados para aqueles que precisam se deslocar para trabalhar em meios de transporte onde é mais complexo manter uma distância segura.

A distribuição está sendo realizada por oficiais e voluntários da Defesa Civil e por policiais de órgãos nacionais, regionais e locais.

ESPANHA, PAÍS COM OS MAIS ALTAS MÉDICAS

Enquanto o número de mortes está caindo, a quantidade de pessoas que adoeceram com o coronavírus e o superaram está aumentando a cada dia.

As 64.727 pessoas que se recuperaram desde o início da pandemia fazem da Espanha o país com mais alta hospitalar no mundo, quase o dobro as dos Estados Unidos (32.634).

No entanto, continua sendo o segundo país, apenas ultrapassado pelos EUA, em termos de número de infecções e mortes, embora isso não o torne o país mais letal: a taxa de letalidade na Espanha é de 10,32%, superada pela Holanda (10,7%), Bélgica (12,14%), Reino Unido (12,59%), Itália (12,73%) e França (15,09%).

O Ministro da Saúde garantiu hoje que os dados mais recentes sobre mortes e infecções confirmam que a primeira etapa da pandemia - a de atingir o pico - foi superada, de modo que o objetivo desta semana é consolidar a segunda etapa, dobrar a curva.

Ainda assim, "não estamos em condições de indicar datas da redução. Vamos tomar as decisões com base nas evidências que estamos tendo, porque é importante que todo o esforço coletivo seja administrado com a máxima prudência", disse o ministro da Saúde.