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Turismo internacional pode cair de 60% a 80% em 2020 por conta da pandemia

07/05/2020 16h59

Madri, 7 mai (EFE).- A Organização Mundial de Turismo (OMT) alertou nesta quinta-feira que o turismo internacional poderá cair de 60% a 80% em 2020 como consequência da pandemia da Covid-19, naquela que é apontada como a "pior crise" enfrentada por este setor desde o início dos registros, há 70 anos.

De acordo com o último balanço mundial da OMT, somente no primeiro trimestre o setor teve uma queda de 22%, com 67 milhões a menos de turistas internacionais, traduzindo em números isso significa US$ 80 bilhões (cerca de R$ 450,6 bilhões) em exportações perdidas.

As chegadas em março registraram uma queda "abrupta" de 57%, como resultado do início do confinamento em muitos países, da introdução de restrições de viagem e do fechamento de aeroportos e fronteiras.

Embora a região da Ásia-Pacífico apresente o maior impacto em termos relativos e absolutos (33 milhões a menos de chegadas), a Europa, embora inferior em porcentagem, é bastante alta em volume (22 milhões a menos).

"O turismo foi duramente atingido e milhões de empregos estão em risco em um dos setores da economia que mais emprega", alerta o secretário-geral da OMT, Zurab Pololikashvili.

Segundo a agência especializada das Nações Unidas, os cenários atuais apontam para um possível declínio nas chegadas entre 58% e 78% no ano, embora esclareça que dependerá da velocidade da contenção e da duração das restrições de viagem e fechamento de fronteiras.

Dessa forma, eles administram três datas possíveis para a abertura gradual das fronteiras internacionais: a primeira, que significaria o relaxamento das restrições de viagem no início de julho, representaria uma queda de 58%.

A segunda, no início de setembro, implicaria uma perda de turismo internacional de 70%, percentual que seria de cerca de 80% no caso de as restrições começarem a relaxar apenas no início de dezembro.

Com essa crise, entre 100 e 120 milhões de empregos em todo o mundo no setor do turismo estão ameaçados. EFE

smv/phg