PUBLICIDADE
IPCA
0,86 Out.2020
Topo

PIB do Brasil cairá entre 7,4% e 9,1%, segundo projeção da OCDE

10/06/2020 15h07

Paris, 10 jun (EFE).- A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) antecipou nesta quarta-feira que a economia do Brasil deverá se contrair em 7,4% neste ano, podendo chegar a 9,1% de queda caso ocorra uma nova onda da pandemia de Covid-19.

Em novembro do ano passado, na análise semestral anterior, a organização previu que a alta do produto interno bruto (PIB) brasileiro chegaria a 1,7% neste ano e 1,8% em 2021, porcentagem que agora se situa em 2,4% para o ano que vem, no caso de um segundo impacto da doença.

O primeiro caso de Covid-19 no Brasil foi detectado no final de fevereiro. Um mês depois, começaram a ser adotadas medidas de isolamento social que incluíram o fechamento de comércios não essenciais.

O número total de mortes no país já passa de 38 mil, e o de infectados, 742 mil, de acordo com o levantamento feito pelo consórcio formado pela imprensa.

Caso o Brasil não registre um novo surto, a OCDE estima que o recuo do PIB poderá ser freado em 2020, 7,4%, com uma recuperação progressiva e parcial da economia, que em 2021 cresceria 4,2%.

O chamado "clube dos países ricos" adverte que o Brasil entra em uma "recessão profunda" na qual, segundo a pior projeção, está previsto um índice histórico de desemprego de 15,4% para o ano que vem.

Para a OCDE, a resposta da polícia econômica do governo representou uma "autência diferença para milhões de famílias vulneráveis, inclusive aquelas sem emprego formal nem proteção social".

"O apoio deveria continuar enquanto a pandemia restringir as oportunidades de renda", opinou a entidade, ao recordar que o país ainda se recuperava de uma longa recessão quando veio a crise de saúde.

Segundo a análise da OCDE, as grandes quedas no nível de atividade afetaram o transporte aéreo, o turismo e a restauração, e as turbulências dos mercados financeiros internacionais prejudicaram o Brasil antes que a economia começasse a cair.

Para a entidade, a resposta fiscal deveria ser temporária para preservar os avanços recentes, e deveria ser evitado qualquer gasto adicional não relacionado com esta crise, enquanto a política monetária tem pouco espaço para apoiar a recuperação econômica.