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Gigantes do setor de tecnologia demonstram decepção por suspensão de vistos

24/06/2020 13h30

San Francisco (EUA), 23 jun (EFE).- Grandes empresas do setor de tecnologia se disseram desapontadas com a ordem executiva do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que proibiu a concessão de vistos para certas categorias de trabalhadores estrangeiros até 2021 para aumentar o emprego entre os americanos.

A proibição inclui vistos H1-B, entregue a certos trabalhadores qualificados, e que são particularmente procurados pela área de tecnologia, que a cada ano recruta dezenas de milhares de programadores, engenheiros e cientistas da computação de todo o mundo para os EUA.

"Como a Apple, esta nação de imigrantes sempre encontrou força em nossa diversidade, e esperança na eterna promessa do sonho americano. Não há nova prosperidade sem ambos. Estou muito decepcionado com esta proclamação", escreveu o CEO da Apple, Tim Cook, em sua conta no Twitter.

Em termos muito semelhantes, pronunciou-se o CEO de outra gigante do Vale do Silício, a Alphabet, responsável pela Google, Sundar Pichai, que nasceu na Índia. "A imigração tem contribuído imensamente para o sucesso econômico dos EUA, tornando-os líderes globais em tecnologia", destacou.

"Estou desapontado com a proclamação. Nós da Google continuaremos apoiando imigrantes e trabalhando para criar oportunidades para todos", acrescentou.

Por sua vez, a Amazon, empresa que mais levou trabalhadores para os EUA no ano passado com o visto H-1B, se manifestou através de um comunicado. "Impedir a entrada de profissionais qualificados no país e contribuir para a recuperação econômica coloca em risco a competitividade dos EUA", afirmou.

Na mesma linha o presidente da Microsoft, Brad Smith, considera se tratar de um momento de incertezas e que não é certo privar o país de talentos de outras nações. "Os imigrantes desempenham um papel vital em nossa empresa e estão contribuindo para este país em um momento em que mais precisamos deles", comentou.

O Facebook, por sua vez, acusou diretamente Trump de usar a pandemia da Covid-19 como justificativa para limitar a imigração e argumentou que imigrantes qualificados são os motores da inovação tanto no Facebook quanto no restante dos EUA. "A chegada dessas pessoas deve ser promovida, não restrita", opinou.

A decisão anunciada nesta segunda-feira pela Casa Branca visa proteger os trabalhadores americanos após a perda de empregos em meio à pandemia do coronavírus e, segundo o governo, evitará que funcionários estrangeiros ocupem cerca de 525 mil postos de trabalho.