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Índia reabre Taj Mahal mesmo com aumento de casos de Covid-19

21/09/2020 14h29

Patna (Índia), 21 set (EFE).- A Índia reabriu ao público nesta segunda-feira - mesmo com o aumento do número de casos de Covid-19 no país -, seu icônico Taj Mahal que esteve fechado por seis meses devido à pandemia.

As portas deste mausoléu, símbolo do amor construído no século XVII, foram fechadas no dia 17 de março e reabertas hoje, em um esforço do governo indiano para reativar a economia do país, severamente afetada pelas rigorosas medidas de confinamento que duram meses.

"O Taj Mahal e o Forte de Agra reabrirão aos visitantes a partir de 21 de setembro de 2020", disse uma notificação da Administração do Distrito de Agra do Norte, onde o monumento está localizado.

Para garantir a segurança dos visitantes, com uma curva de contágio que segue crescendo na Índia com mais de 5,4 milhões de infecções até o momento, os turistas devem seguir rígidas normas de higiene para acessar o local e apenas ingressos eles estarão disponíveis on-line.

Haverá um limite de 5 mil visitantes por dia que poderão acessar em dois turnos de 2,5 mil antes e depois do almoço. Todos terão a temperatura controlada antes de entrar no complexo e deverão respeitar distâncias de segurança.

Após a reabertura do monumento, que foi construído entre 1631 e 1648 por ordem do imperador mogol Shah Jahan como um memorial em homenagem a sua esposa Mumtaz Mahal, alguns visitantes postaram imagens e vídeos da esperada reunião nas redes sociais.

Eles incluíam um pequeno número de pessoas com máscaras passando pelos pontos de controle de segurança e entrando nos espaços abertos e jardins bem cuidados ao redor do mausoléu de mármore branco, que em circunstâncias normais estariam lotados de turistas.

A reabertura do Taj Mahal e de outros locais históricos faz parte do processo de desconfinamento da Índia, que tem como prioridade reativar a economia do país, cujo produto interno bruto (PIB) sofreu uma queda de 23,9% durante o primeiro trimestre do ano fiscal, que vai de abril a junho, a maior contração de sua história.

Mas esta flexibilização das restrições ocorre no momento em que a Índia ultrapassou o Brasil e tornou-se no segundo país do mundo mais afetado pela pandemia, se aproximando cada vez mais dos Estados Unidos, que tem mais de 6,8 milhões de casos.

No entanto, a Índia, até o momento, registra um número relativamente baixo de mortes, com 87.882 no total - cerca de 1.130 registradas nas últimas 24 horas - explicadas em partes pela baixa idade média de sua população, com apenas 5% acima dos 65 anos, de acordo com o último censo de 2011. EFE

sc-ims/phg

(foto)