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FMI divulga previsões pessimistas para América Latina e Caribe

08/02/2021 20h41

Washington, 8 fev (EFE).- O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou nesta segunda-feira que a região da América Latina e Caribe não recuperará o nível de atividade econômica prévio à pandemia da Covid-19 até 2023, principalmente, por causa do forte impacto da crise no emprego.

Segundo o prognóstico, o produto da região retornará aos níveis prévios à pandemia apenas em 2023, e o Produto Interno Bruto (PIB) per capita não conseguirá em 2025, o que significa mais tarde que em outras regiões do mundo", indicou o diretor do Departamento do Hemisfério Ocidental do Fundo, Alejandro Werner, em uma nova análise do desenvolvimento da região.

De acordo com o FMI, a crise da Covid-19 repercutiu "desproporcionalmente no emprego", e as perdas se concentraram, sobretudo, nas mulheres, nos jovens e nos trabalhadores informais e menos qualificados.

Em seu relatório, a equipe liderada por Werner explicou que, apesar de as economias da América Latina e Caribe terem começado a reverter a devastação econômica inicial provocada pela pandemia, no início de 2020, as novas altas no número de casos no fim do ano passado "ameaçam frustrar a recuperação que já é desigual e agravar os enormes custos sociais e humanos".

A situação levou a vários governos das regiões e reintroduzir medidas de confinamento mais rígidas, o que também afetou a atividade econômica de vários países, que já têm grandes taxas de trabalho informal.

Em meio a esse contexto, o FMI elevou nesta segunda-feira para 4,1% o prognóstico de crescimento regional para 2021, contra os 3,6% que tinham sido calculados em outubro do ano passado, em vista os resultados mais sólidos do que o previsto para 2020, a expectativa pelas campanhas de vacinação em massa, o maior crescimento dos Estados Unidos e o aumento dos preços de algumas matérias-primas.

Para além das previsões macroeconômicas, o Fundo Monetário Internacional lamentou que os custos sociais e humanos durante a pandemia "tenham sido enormes" até agora, e alertou que "fazem que haja uma grande sombra sobre este último prognóstico".

Nesse sentido, foi lembrado que há estimativa de mais de 17 milhões de pessoas terem entrado em situação de pobreza na região, enquanto que o empreso segue abaixo dos níveis prévios à crise. Além disso, "é provável" que a desigualdade tenha aumentado na maioria dos países da região.

O FMI ainda destacou que os cálculos agregados para a América Latina e Caribe "ocultam importantes diferentes entre os países", já que o crescimento para este ano foi revisado em alta no Brasil, México, Chile, Colômbia e Peru, em baixa no Caribe, por exemplo.