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EMA descarta, a princípio, problemas com lote da AstraZeneca na Áustria

11/03/2021 02h28

Amsterdã, 10 mar (EFE).- A Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês) disse nesta quarta-feira que, após uma análise preliminar, não acredita que "haja um problema específico com o lote" de vacinas da AstraZeneca retiradas pela Áustria como medida de precaução após a morte de uma pessoa e o adoecimento de outra após terem sido imunizadas.

As autoridades austríacas suspenderam a utilização de um lote da vacina contra Covid-19 fabricada pela farmacêutica AstraZeneca, depois que uma pessoa foi diagnosticada com trombose múltipla - formação de coágulos sanguíneos - e morreu dez dias depois, tendo sido anteriormente imunizada com o medicamento.

Além disso, outro paciente foi hospitalizado com embolia pulmonar (obstrução das artérias dos pulmões) alguns dias após a vacinação, embora já esteja se recuperando. Até ontem, foram recebidos dois outros relatos de casos de eventos tromboembólicos supostamente ligados ao lote em questão, que no último domingo foi retirado pela Áustria como forma de precaução.

A EMA garante que "atualmente, não há indícios de que a vacinação tenha causado essas patologias, que não constam como efeitos colaterais dessa vacina", nem foram detectados casos semelhantes em testes clínicos realizados pelo laboratório, informação que submeteu à EMA para análise do seu pacote de dados e dar autorização no final de janeiro para a vacina na União Europeia.

"Embora um defeito de qualidade seja considerado improvável nesta fase, a qualidade do lote está sendo investigada", enfatizou o regulador europeu, lembrando que alguns países europeus também suspenderam posteriormente este lote, ABV5300, enquanto aguardam os resultados de uma investigação completa.

O comitê de segurança da EMA (Prac, na sigla em inglês) está revisando os casos relatados de doenças e todos os eventos tromboembólicos e condições relacionadas a coágulos sanguíneos que foram relatados pelos doentes nos dias seguintes à vacinação. EFE

ir/phg

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