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BM pede que Argentina facilite investimentos e reduza subsídios em energia

25/03/2021 00h46

Washington, 24 mar (EFE).- O presidente do Banco Mundial (BM), David Malpass, pediu nesta quarta-feira à Argentina para que "facilite" o investimento privado através de medidas de "estabilização" econômica e reduza "subsídios regressivos em energia" em uma videoconferência com o presidente do país, Alberto Fernández.

"O presidente Malpass enfatizou a importância de complementar as medidas de estabilidade macroeconômica com ações de apoio ao investimento liderado pelo setor privado, incluindo políticas para facilitar a entrada de empresas e expandir o amplo acesso ao crédito", disse o BM em comunicado.

A instituição também reiterou o apoio à Argentina através de "programas de crédito focados nos mais pobres e mais vulneráveis para reverter o aumento da pobreza".

Malpass enfatizou "a necessidade de políticas fiscais e comerciais cuidadosamente projetadas, a redução de subsídios regressivos de energia e o apoio à educação".

A conversa de Malpass e Fernández coincide com a visita a Washington do ministro da Economia argentino, Martín Guzmán, que se reuniu com a diretora gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, e com representantes do próprio BM e do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.

As autoridades argentinas estão tentando fechar um acordo para refinanciar dívidas com o FMI.

Nesta quarta, a vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, disse que, se não for alcançado um acordo com o FMI, o país não terá dinheiro para pagar o empréstimo de US$ 44 bilhões concedido em 2018, e pediu aos Estados Unidos "algum gesto" em favor das negociações.

A agência aprovou em meados de 2008 a concessão de um empréstimo de US$ 56,3 bilhões à Argentina, então governada por Mauricio Macri, após uma forte fuga de capitais que acelerou a desvalorização do peso e causou fortes desequilíbrios na economia do país.

Com a vitória de Fernández sobre Macri nas eleições de outubro de 2019, o novo governo se recusou a aceitar mais recursos do que os US$ 44 bilhões já recebidos e anunciou conversas com o FMI para renegociar as condições do empréstimo.

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