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Banco Mundial eleva previsão de crescimento da América Latina para 4,4%

29/03/2021 23h48

Washington, 29 mar (EFE).- Enormemente afetada pela pandemia de covid-19, a economia de América Latina e Caribe vai se recuperar em 2021 em 4,4% após a queda de 6,7% no ano passado, embora possa entrar em um processo "acelerado" que aumente a "desigualdade dentro dos e entre os países", advertiu nesta segunda-feira o Banco Mundial em seu relatório semestral sobre a região.

A nova estimativa é ligeiramente superior à última, que apontava uma expansão do Produto Interno Bruto (PIB) regional de 4% para 2021, após uma queda de 7,9% em 2020.

"Esta pandemia deu origem a um processo de destruição criativa que pode resultar em crescimento mais rápido, mas também pode ampliar a desigualdade dentro e entre países da região", disse Martín Rama, economista-chefe do Banco Mundial para a América Latina e o Caribe.

Panamá e Peru são os países que deverão ter o maior crescimento econômico neste ano, de 9,9% e 8,1%, respectivamente. Em seguida nas projeções aparecem Argentina (6,4%), Chile (5,5%) e Colômbia (5%), todos acima da média regional.

Por outro lado, Brasil e México, as duas maiores economias da região, crescerão 3% e 4,5%, respectivamente, segundo o BM.

Entre os elementos encorajadores para a região, a instituição comandada por David Malpass destacou a recuperação dos preços das mercadorias e a das remessas enviadas pelos imigrantes, que são um importante apoio econômico na América Central e no Caribe.

O Banco Mundial (BM) e o Fundo Monetário Internacional (FMI) realizarão sua assembleia de primavera (no hemisfério norte) na próxima semana, mais uma vez virtualmente. Em pauta estão as perspectivas e os desafios globais em meio à recuperação após a profunda crise desencadeada pela pandemia.