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Aeroportos cubanos suspendem venda de moeda estrangeira por falta liquidez

21/05/2021 00h46

Havana, 20 mai (EFE).- A Sociedade Mercantil Cubana Casas de Câmbios (Cadeca), que opera nos aeroportos em Cuba, deixará de vender moedas aos viajantes a partir desta quinta-feira devido à falta de liquidez, segundo um comunicado da entidade divulgado pela imprensa estatal.

Até agora, os viajantes que saíam de Cuba podiam comprar até US$ 200 ou o equivalente em outras moedas com base na tabela oficial de 24 pesos cubanos por dólar, divisa que no mercado informal já está sendo cotada a mais de 50 pesos.

O comunicado explica que, "como resultado da pandemia de covid-19, ocorreu em Cuba uma redução considerável da entrada do turismo internacional e, consequentemente, um déficit significativo de moeda livremente conversível, que a Cadeca compra mediante as trocas de moeda".

"Levando em conta a baixa disponibilidade de moeda estrangeira nas Casas de Câmbio, somos obrigados a adotar a decisão, a partir de 20 de maio de 2021, de suspender o serviço de câmbio de moeda livremente conversível nos escritórios localizados nos aeroportos internacionais", acrescenta.

As unidades instaladas nos aeroportos foram, nos últimos meses, os únicos locais onde se podia comprar legalmente moeda estrangeira mediante a apresentação de um cartão de embarque e passaporte.

O resto dos estabelecimentos dessa rede e os bancos - ambos monopólios estatais - não vendem dólares nem qualquer outra moeda forte há meses devido à falta de liquidez no país, que atravessa a sua pior crise em três décadas.

Além da falta de turistas, os voos internacionais foram reduzidos ao mínimo desde fevereiro, motivo pelo qual poucos cubanos estão voltando ao país com dinheiro.

A pandemia, o reforço das sanções dos EUA e a ineficiência do sistema centralizado cubano, entre outros fatores, levaram a economia ao limite, com uma contração de 11% em 2020.

Ao mesmo tempo, a maioria dos alimentos e outros produtos básicos passaram a ser vendidos em lojas que só aceitam pagamento eletrônico em moeda estrangeira, como parte da estratégia do governo para levantar moeda forte em meio à grave situação econômica.

Esta medida causou um forte mal-estar entre a população, que não recebe os salários em moeda estrangeira e não tem como obtê-las legalmente nos bancos nem nas casas de câmbio.